Gizele Cordeiro
GIᘔEᒪE ᑕOᖇᗪEIᖇO - ᑭᔕIᑕóᒪOGᗩ
CRP: 06/96465 - Neuropsicóloga (ES 🇪🇦 )
🌎 Psicóloga online 🌎
Conectando histórias, culturas e almas. Entre e Sinta-se!
Criando espaços para explorar o Mundo e o autoconhecimento. Cada Homem deve Inventar o seu Caminho -
Não fornecemos caminhos mas lanternas para você enxergar as possibilidades que já existem usando a inteligência emocional. Sinta o aroma, puxe a cadeira, pegue a sua xícara e seja bem vindo(a) à nossa casa. Gizele Cordeiro. Psicóloga, Coach de Desenvolvimento Pessoal e Amante de Viagens. Atendimentos Via Skype.
Trabalho lindo sobre pertencimento e acessibilidade social registrado por e realizado pelo .lancelloti e equipe de voluntários.
Sair da individualidade para construirmos comunidades com políticas públicas que resgatem pela educação e afeto e não pelo extermínio do diferente.
Preciso confessar: eu não gostei da experiência de visitar a Fontana di Trevi e durante um tempo achei que tinha algo errado comigo por isso.
Vi uma moça ensaiar o sorriso três vezes pra foto e pensei: isso não é mais sentimento, é produção onde a cena virou mais importante que a presença. Isso é capitalismo disfarçado de memória afetiva — cobrar acesso a uma fonte pública como se fosse experiência rara, gostinho de manipulação.
Faz tempo que aprendi algo sobre mim: eu não sou dessas que f**a bem só porque o lugar é bonito ou porque todo mundo diz que vale a pena. Se a sensação diz que não, eu escuto a sensação — não o consenso.
Então saí, fui pra uma igreja ali perto, sentei, ouvi mantra e música por mais de uma hora, e deixei o corpo voltar pra mim mesma. Ali eu conseguia admirar cada detalhe sem pressa, na fonte , eu só conseguia sobreviver ao aglomerado.
O trabalho artístico da fonte é maravilhosoooooo mas não dá para ter contemplação com tanto estímulo ao redor.
Roma vale a pena — mas às vezes o espaço seguro não está onde todo mundo está. Está onde dá pra escutar a própria sensação sem competir por ela e perceber onde, dentro de tanta gente, ainda cabe eu.
E na volta do caminho do Mausoléo de Augusto o que mais senti em compartilhar foi:
Talvez amadurecer seja exatamente isso:
parar de gastar tanta energia tentando mudar o que está fora
e começar a investigar, com coragem,
o que eu estou fazendo com aquilo que a vida está me oferecendo.
Porque às vezes a gente acha que precisa de uma vida nova.
Quando, na verdade,
precisa finalmente estar presente na vida que já está vivendo.
Carta de Liz para o ex: (filme: comer, rezar e amar)
"Querido David,Faz tempo que não nos falamos, e isso me deu o tempo de que eu precisava para pensar.Lembra quando você me disse que devíamos morar juntos e sermos infelizes para poder ser felizes? Considere uma prova do quanto eu te amo o fato de eu ter passado tanto tempo me desgastando para tentar fazer essa oferta funcionar.Mas uma amiga me levou a um lugar impressionante o outro dia. Chama-se Augusteum. Otávio Augusto o construiu para abrigar seus restos mortais. Quando os bárbaros vieram, eles o arrasaram, junto com todo o resto. O grande Augusto, o primeiro verdadeiro e grande imperador de Roma — como ele poderia imaginar que Roma, ou o que para ele era o mundo inteiro, acabaria um dia em ruínas?É um dos lugares mais silenciosos e solitários de Roma. A cidade cresceu ao redor dele por séculos. Parece uma ferida preciosa... um desamor do qual a gente não quer abrir mão porque dói de um jeito bom.Todos nós queremos que as coisas fiquem iguais. Nos conformamos em viver na miséria porque temos medo da mudança, de ver as coisas desmoronarem em ruínas. Então eu olhei ao redor daquele lugar, para o caos que ele suportou, a maneira como foi adaptado, queimado, saqueado e encontrou um jeito de se reerguer, e fiquei tranquilizada.Talvez minha vida não tenha sido tão caótica assim; é apenas o mundo que é, e a única armadilha real é apegar-se a qualquer parte dele. A ruína é um presente. A ruína é o caminho para a transformação.Mesmo nesta cidade eterna, o Augusteum me mostrou que devemos estar sempre preparados para ondas intermináveis de transformação. Ambos merecemos algo melhor do que f**ar juntos por medo de sermos destruídos se nos separarmos."
Enquanto caminho pelas ruas tendo o mausoléo de Agusto como testemunha, fiquei pensando que os romanos sabiam de uma coisa que a gente insiste em esquecer: que corpo que hoje sustenta impérios é o mesmo corpo que um dia vai virar pó. Eles não escondiam essa sensação — sussurravam ela no ouvido de quem estava no topo (lembra que você vai morrer)…mas nós hoje, tentamos anestesiar até o pensamento.
Há um território na consciência que só se abre quando paramos de fugir da finitude: o corpo sente o tempo passando antes que a mente aceite e o espaço seguro, curiosamente, não nasce de negar a morte — nasce de conseguir olhar pra ela sem se desorganizar.
Augusto ergueu pedra pra lembrar que era mortal. E foi exatamente essa lembrança, essa coragem de nomear o fim enquanto ainda estava de pé, que atravessou dois mil anos e nos trouxe até aqui, diante do que ele construiu.
Talvez a permanência não seja o oposto do impermanente, talvez , seja o que a gente constrói quando finalmente para de fingir que vai durar para sempre.
E hoje? O que te sustenta no presente sem fuga, enquanto a vida te sussura?
Cara amiga que atravessei o oceano para abraçar, @ am_bittencourt
Enquanto caminho por essas ruas — entre estátuas que guardam séculos e uma foto de 1969 guardada atrás do vidro — eu penso em quantas mulheres antes de mim confundiram maternidade com desaparecimento.
Ninguém nos ensinou que dá para sair.
Que dá para sustentar uma escolha,
mesmo com o coração partido em dois fusos-horários.
Vim com consciência. Não com pressa de voltar, nem com culpa de ter ido.
E descobri, andando por essas ruas, que o meu porto seguro nunca foi um endereço. Sempre foi o vínculo — esse que não se rompe com distância, só se rompe quando a gente esquece que ele existe.
Hoje, aqui, inteira: sem dividir a presença. Só sustentando a escolha de estar e estar para celebrar con você a sus Vida, é o vínculo onde hoje descanso.
O aniversario é seu mas o presente foi meu.
Você merece o mundo! com sua força e ternura que transforma em delicadeza e colo por onde você passa. Te amo.
Domingo e antes que o verão se feche de vez, preciso confessar uma coisa.
Não foi um verão que eu fiz, foi um verão que eu recebi — feito de mãos que seguraram frutas ainda mornas de sol, pés que pisaram pedra quente, corpos que boiaram em rio como se o tempo também pudesse descansar.
E metade dessas fotos nem sou eu, são cenas que eu testemunhei: meu filho suspenso na água, um menino erguendo a bandeirinha de “feliz aniversário” sem saber que estava me ensinando a comemorar de novo, eu no topo de uma montanha que não precisava provar nada pra estar ali. Por isso quero guardar isso: que presenciar também é uma forma de viver. Que dar testemunho do que os outros vivem, com atenção e sem pressa, também é merecer.
Passei um tempo achando que só valia o que eu produzia — que gratidão se media em entrega. Mas esse verão me devolveu outra conta: contei os pores do sol que vi, as frutas que comi devagar, as risadas que não precisei organizar, os encontros com amigos onde eu só precisava estar.
E se tem algo que sustentou tudo isso, não foi estratégia. Foi presença. Foi voltar, dia após dia, pra escutar o que o corpo e a vida pediam, mesmo sem resposta pronta. Constância silenciosa, sem holofote.
Outono, pode vir. Eu aprendi a colher sem culpa e sem necessidade de validação externa. Agora me sinto inteira para abraçar o mundo e até buscar resultados mas sem me perde d mim.
Por Gizele Cordeiro
CRP: 06/96465
Psicóloga//Neuropsicóloga
Roda da Consciência Psicoafetiva
E entendo o impulso por trás dela — é uma crítica legítima a um certo discurso de bem-estar que individualiza tudo, que vende autocuidado como solução pra problemas estruturais, que diz “respira” pra quem está exausto de um sistema que exige demais e devolve de menos. Essa crítica precisa existir, um mundo social mais justo — sem gente vivendo em alerta crônico só pra sobreviver ao aluguel, ao trabalho precário, à falta de rede de apoio — não é luxo, é urgência coletiva.
Mas a frase desliza pra outro lugar quando parte do princípio de que, num mundo ideal, a regulação deixaria de ser necessária. E aí ela erra o alvo. Porque regular o sistema nervoso não é sintoma de um mundo injusto — é o que todo organismo relacional precisa fazer, sempre, em qualquer contexto, porque vínculo envolve encontro com o diferente, e encontro com o diferente envolve fricção. Mesmo numa sociedade sem escassez, ainda existiria luto, desencontro, decepção, a finitude do outro e a nossa. A psicologia social já mostra isso: bem-estar coletivo reduz estressores externos, mas não elimina a necessidade de regulação — ele muda o tipo de regulação que passamos a precisar fazer.
Na Roda da Consciência Psicoafetiva, isso aparece com clareza no cruzamento entre dois aros que normalmente tratamos como opostos: o pensamento (que nomeia a injustiça estrutural, que cobra mudança social, que recusa naturalizar sofrimento evitável) e a responsabilidade sobre a própria reação (que reconhece que, mesmo diante do que é injusto, como eu respondo ainda é meu território de ação). Não são posições contraditórias. Lutar por um mundo mais justo e aprender a regular o próprio sistema nervoso são duas frentes do mesmo cuidado — abrir mão de uma não fortalece a outra, só nos deixa mais desamparados nas duas.
Regular não é aceitar o que é injusto. É não entregar ao mundo — nem ao sistema, nem a ninguém — a única coisa que continua sendo sua mesmo quando tudo o mais falha: a forma como você volta pra si.
Gizele Cordeiro
Psicóloga // Neuropsicóloga
CRP: 06/96465
Hoje, quando meu filho me convidou pra ajudar ele a fazer comida japonesa, eu quase estraguei o convite tentando apressar tudo, do meu jeito de furacão.
Não sou mãe perfeita, e já reagi rápido demais, corrigindo cedo demais, tentando resolver antes mesmo de escutar — porque desconstruir reatividade não foi um estalo, mas um processo que ainda é processo, e que vai continuar sendo.
O que mudou foi eu aprender a notar o momento exato em que meu corpo quer acelerar, escolhendo, mesmo assim, f**ar — f**ar olhando ele medir o arroz com calma, provar o curry, ajustar sem pressa, enquanto ele me regula muito mais do que imagina.
Existe embasamento nisso: quando a presença é sustentada, mesmo sem ser perfeita, é isso que constrói apego seguro — não porque nunca erramos, mas porque reparamos, porque voltamos, porque estamos ali de verdade quando dá, já que vínculo não se mede pela ausência de falha, e sim pela frequência da volta.
É isso que sustenta tudo no aro dos vínculos: não ser a mãe que nunca se irrita, mas ser a mãe que volta, que repara, que aprende com quem ama — até com o próprio filho.
👉 Se você também está nesse processo de desconstruir reatividade, aprendendo presença real nos seus vínculos, é exatamente isso que a gente trabalha, aro por aro, no curso *Ansiedade: um caminho de volta para si*. Link na bio.
Por Gizele Cordeiro
E se o seu estado ansioso não for apenas “excesso de preocupação”, mas um corpo que aprendeu a permanecer em alerta?
Nem sempre existe uma lembrança consciente dizendo onde tudo começou. Às vezes, o que permanece é uma forma de viver: antecipar, controlar, tensionar o corpo, ter dificuldade de descansar ou reagir antes mesmo de compreender o que está acontecendo.
A ciência mostra que experiências de estresse e trauma podem afetar a regulação emocional e os sistemas envolvidos nas respostas de ameaça.
É por isso que, na Roda da Consciência Psicoafetiva, eu não começo perguntando apenas:
“O que você está pensando?”
Eu quero saber também:
O que seu corpo está sentindo?
Que emoção apareceu?
Que história sua mente construiu?
O que essa reação está tentando proteger?
E, principalmente, você está vivendo o presente ou respondendo a algo que o seu sistema ainda percebe como ameaça?
A Roda não é uma resposta pronta.
É um mapa para você começar a perceber os caminhos entre o que acontece, o que sente e a forma como responde.
Porque talvez você não seja “ansiosa por natureza”.
Talvez tenha aprendido a permanecer em alerta para se proteger.
E aquilo que foi aprendido pode encontrar novos caminhos.
É isso que trabalhamos no curso Ansiedade: um caminho de volta pra si.
Se você quer compreender o que acontece dentro de você e aprender a voltar para si, esse curso é o convite. Link tá na Bio.
Por Gizele Cordeiro
CRP: 06/96465
Psicóloga // Neuropsicóloga
Roda da Consciência Psicoafetiva
Talvez essa cena pareça apenas sobre uma criança que aprendeu a respirar.
Mas, antes dessa respiração existir, alguém precisou ensinar que conflito também pode ser atravessado com presença.
Criança não nasce sabendo se regular. Ela aprende, primeiro, na relação.
A pesquisa sobre desenvolvimento emocional mostra que adultos têm um papel fundamental nesse processo: quando a criança encontra presença, previsibilidade e segurança, ela vai, aos poucos, internalizando recursos que antes precisavam vir do outro. É o caminho da corregulação para a autorregulação.
E aqui existe uma parte que, para mim, é essencial:
o adulto também precisa aprender a sair da reatividade.
Porque não dá para ensinar uma criança a pausar enquanto respondemos a tudo no impulso.
Não precisamos ser adultos perfeitamente regulados. Precisamos conseguir perceber quando estamos saindo do nosso espaço de presença, criar uma pausa, respirar, reconhecer o que está acontecendo dentro de nós e então escolher como responder.
É nesse espaço que a relação muda.
Um dos autores que te apresento no curso nos ensina sobre a janela de tolerância: quando estamos dentro de uma faixa de ativação em que conseguimos permanecer presentes, pensar e responder com mais flexibilidade.
E é justamente esse movimento que a Roda da Consciência Psicoafetiva propõe: não apagar a emoção, mas criar espaço suficiente para percebê-la antes que ela conduza a nossa resposta.
Porque talvez educar emocionalmente uma criança comece muito antes de dizer:
“Respira.”
Comece quando ela percebe, através de nós, que é possível sentir raiva sem machucar, colocar limites sem humilhar e atravessar um conflito sem transformar o outro em inimigo.
E se você também percebe que precisa aprender a sair da reatividade e construir um caminho diferente dentro de si, o curso Ansiedade: um caminho de volta pra si é esse convite.
Não é sobre nunca mais perder o eixo.
É sobre aprender a voltar para ele.
Por Gizele Cordeiro
CRP: 06/96465
Psicóloga // Neuropsicóloga
Roda da Consciência Psicoafetiva
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