Ossufo Momade
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Ossufo Momade- Presidente Do Partido RENAMO-Resistência Nacional Moçambicana Eleito No 6º Congresso nos dias 15-17 de Janeiro de 2018 na Serra da Gorongosa, Província de Sofala.
24/08/2026
MENSAGEM DE PESAR
Em nome próprio e em nome de todo o Partido RENAMO, tomámos conhecimento do falecimento de Sua Excelência Reverendíssima Dom Januário Machaze Nhangumbe, ocorrido no passado domingo, dia 23 de Agosto de 2026, na cidade de Maputo, vítima de doença.
Dom Januário Machaze Nhangumbe que nasceu a 20 de Agosto de 1934, em Panda, província de Inhambane. Foi ordenado sacerdote a *22 de Dezembro de 1962 e, em 1975, o Papa Paulo VI nomeou-o Bispo de Porto Amélia, actual Diocese de Pemba. Durante toda a sua vida, serviu com dedicação, abnegação e amor o povo de Deus e a Nação moçambicana.
Em nome do partido que dirijo, associamo-nos à dor da Igreja Católica em Moçambique e de todos os fiéis, num momento particularmente doloroso em que, num curto espaço de tempo, vemos partir dois Bispos da Igreja Católica. Esta dupla perda constitui um golpe profundo para a Nação, porquanto a Igreja tem sido, ao longo da nossa história, um pilar de esperança, de reconciliação e de defesa intransigente da vida, da justiça, da paz e da dignidade da pessoa humana.
Dom Januário foi um verdadeiro pastor. Pautou sempre o seu ministério pela proximidade ao povo, pela defesa da paz e pela promoção dos valores do bem comum. O seu testemunho de fé, de humildade e de serviço à Pátria permanecerá para sempre gravado na memória dos moçambicanos.
Neste momento de luto, endereçamos as mais sentidas condolências à Conferência Episcopal de Moçambique, ao Clero, aos familiares e a todos os cristãos enlutados.
Que Deus, na Sua infinita misericórdia, acolha a alma de Dom Januário Machaze Nhangumbe e lhe conceda o descanso eterno. E que à Nação moçambicana conceda força e serenidade para ultrapassar esta hora de dor.
Descanse em paz, Dom Januário.
Maputo, 24 de Agosto de 2026
Conhecer a verdade como sentido de espírito político e conhecimento Democrático
Caros Moçambicanos,
Ao assumir a realidade nacional que a juventude enfrenta, com responsabilidade, patriotismo e moral para lutar contra este governo que marginaliza os nossos jovens, varia são as frentes que servem de ponte para o bem-estar da Juventude e da Nação. Para tal, é preciso união e coragem para que juntos derrubemos o inimigo do povo. Temos de olhar com responsabilidade para os fragmentos que retrocedem a nossa bela juventude. Assim, combatemos o sistema que está em volta a tantos malefícios morais e sociais de um país que regista um fraco desenvolvimento desde 1975. E a opressão policial tem sido a metodologia para silenciar o jovem, além da marginalização do jovem devido à crescente falta de emprego que é parte da conjuntura das péssimas políticas administrativas. Queremos desta forma, congratular a juventude da RENAMO pela celebração do Dia da Juventude da RENAMO, ontem, com acções que fortalecem o nosso partido e a manutenção do diálogo permanente com as nossas bases.
08/08/2026
MENSAGEM DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE
Manifesto a minha profunda indignação e veemente repúdio perante os actos de violência registados na cidade do Uíge, Angola, que resultaram em cidadãos feridos no contexto de actividades políticas.
As imagens divulgadas são dolorosas e preocupantes. Independentemente das diferenças políticas, nenhum cidadão deve ser vítima de violência por exercer os seus direitos e liberdades fundamentais. A força pública deve servir o Estado e proteger todos os cidadãos, sem discriminação política.
Neste momento difícil, em nome da RENAMO, endereço a minha solidariedade à UNITA, ao seu Presidente, Eng. Adalberto Costa Júnior, aos seus membros e simpatizantes, bem como às vítimas destes acontecimentos e às suas famílias.
Apelo às autoridades angolanas para que prevaleçam a calma, o diálogo, a tolerância política e o respeito pelos direitos humanos, e para que os acontecimentos sejam devidamente esclarecidos, garantindo-se a responsabilização de todos os que tenham cometido actos ilícitos.
A nossa solidariedade vai para todos aqueles que, em Angola, continuam a defender pacificamente a democracia e a liberdade.
A democracia não pode ser construída com violência. A democracia constrói-se com liberdade, justiça, diálogo e respeito pela dignidade humana.
Ossufo Momade
Presidente da RENAMO
19/07/2026
NOTA DE REPÚDIO!
RENAMO CONDENA ASSASSINATO DE CIDADÃO EM XINAVANE E EXIGE ESCLARECIMENTOS
O Partido RENAMO manifesta a sua profunda indignação e condena veementemente o assassinato de um cidadão ocorrido na vila de Xinavane, distrito da Manhiça, cujas imagens, amplamente divulgadas através de vídeos amadores nas redes sociais, aparentam mostrar a intervenção de indivíduos envergando uniformes da Polícia da República de Moçambique (PRM), da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), bem como outros homens à paisana, cuja identidade e eventual vínculo institucional devem ser esclarecidos pelas autoridades competentes.
Se os factos forem confirmados, estaremos perante uma grave violação da Constituição da República, das leis da República e dos direitos humanos.
Moçambique é um Estado de Direito Democrático. A Constituição da República não consagra a pena de morte, nem atribui às Forças de Defesa e Segurança o poder de executar cidadãos, independentemente das suspeitas que sobre eles recaiam. A missão das autoridades é deter os suspeitos, garantir a sua integridade física e apresentá-los às instâncias competentes, cabendo exclusivamente aos tribunais administrar a justiça.
A RENAMO considera igualmente inaceitável que o alegado incidente tenha ocorrido num estabelecimento público, expondo cidadãos inocentes ao pânico e colocando em risco a vida de pessoas que nada tinham a ver com a situação. O combate à criminalidade deve ser firme, mas sempre conduzido dentro dos limites da Constituição, da lei e do respeito pela dignidade da pessoa humana.
Nenhum objectivo de segurança pode justificar actos que, caso se confirmem, configurem execuções extrajudiciais. Um Estado que permite ou tolera tais práticas compromete os princípios fundamentais da legalidade, da justiça e da protecção dos direitos dos cidadãos.
Perante a gravidade do caso, a RENAMO exige a abertura imediata de uma investigação independente, imparcial e transparente, com vista ao completo esclarecimento dos factos, à identificação de todos os intervenientes e à responsabilização criminal e disciplinar de quem tenha actuado à margem da lei.
A RENAMO reafirma o seu compromisso com a defesa da vida, da Constituição da República, dos direitos humanos e do Estado de Direito Democrático, reiterando que a justiça deve ser feita pelos tribunais e nunca através de execuções sumárias.
Maputo, Julho de 2026
PARTIDO RENAMO
Em Cabo Delgado na autarquia de Chiúre, a celebração do dia do destacamento feminino da RENAMO é feita com elevada euforia na marcha pelo principal centro urbano. Com elegância, bravura e requinte, as Mulheres continuam demonstrando que na RENAMO a nossa mulher tem o seu espaço de expressão e liderança. Festas Felizes a nossa mulher e a sua valete conquista.
Em Nacala, as celebrações de 5 Julho começaram no dia 4 até a madrugada de hoje. Retomada por uma marcha ao logo do dia de hoje, um símbolo da real conquista democrática e felicidade das nossas heroínas da RENAMO.
Onde estiveram presentes: O nosso Mobilizador Nacional, Delegada Política Provincial e vários quadros.
Honrando o passado, liderando o presente. Mulher da RENAMO, a força viva da nossa História!
05/07/2026
Feliz dia 5 Julho
25/06/2026
25 DE JUNHO: CELEBRAR OU REFLETIR?
MOÇAMBICANOS E MOÇAMBICANAS,
Hoje, dia 25 de junho de 2026, data que marca os 51 anos da independência do nosso país, pessoalmente e em nome dos membros do partido RENAMO gostaríamos de estar a festejar o sucesso da nossa independência, o bem-estar da população fruto da independência, a livre circulação, a existência de uma estrada nacional, a existência de um sistema de saúde que atenda prontamente aos moçambicanos, a celebrar uma educação de qualidade, conquistas que orgulhariam a todos os guerrilheiros que tombaram em combate em busca da nossa independência, mas infelizmente não temos motivos para celebrar esses elementos fundamentais para a construção de um Estado de Bem-Estar Social que o Sol de Junho nos prometeu.
51 anos depois de conquistada a nossa independência, em março de 2026, o Banco Mundial publicou um relatório que abalou consciências da elite deste país, mas que nós da RENAMO que vivemos nas bases já sabíamos e vínhamos denunciando: segundo o documento, 81% da população moçambicana vive com menos de três dólares por dia, o que coloca Moçambique na segunda posição entre os países mais pobres do planeta. Não à posição mais pobre de África. A segunda posição mais pobre do mundo inteiro.
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade, situa-se em 50, colocando o país entre os dez mais desiguais do mundo. O período entre 2016 e 2025 representa uma "década perdida" em termos de bem-estar, com o Produto Interno Bruto per capita a registar uma queda de cerca de oito por cento entre 2015 e 2024. As projecções indicam ainda que o PIB per capita deverá permanecer abaixo dos níveis de 2015 até pelo menos 2028.
Hoje queremos convidar-vos a pensar no que isso significa em termos humanos: em 2022, a taxa de pobreza voltou a subir para 63%, com cerca de 20 milhões de moçambicanos a viver abaixo da linha da pobreza nacional, fixada em 43,7 meticais por dia. Em 2015, esse número era de 12,3 milhões de pessoas. Em apenas sete anos, o número de pobres aumentou em quase oito milhões de pessoas.
Oito milhões de pessoas. Pais de família. Mães. Jovens. Crianças. Oito milhões de seres humanos que em 2015 tinham uma esperança e em 2022 já não a tinham. Em sete anos, não avançámos, recuámos dramaticamente.
No ranking do Índice de Desenvolvimento Humano global, Moçambique ocupa a 182.ª posição entre 193 países analisados, apenas à frente de alguns dos Estados mais desfavorecidos do mundo. Apesar de melhorias em alguns indicadores sociais, a maioria da população ainda vive em condições de pobreza e com acesso limitado a serviços essenciais, refletindo um desenvolvimento humano que não acompanhar as melhorias económicas.
Em 2025, os salários e os juros absorveram 88% das receitas fiscais, limitando seriamente a margem de manobra para as despesas em infraestruturas e serviços sociais. Ou seja, o Estado gastou quase tudo o que arrecadou a pagar salários e dívidas, sobrando quase nada para hospitais, escolas, estradas e programas sociais que mudariam realmente a vida do povo.
A pobreza é agravada pela incapacidade da economia de gerar emprego suficiente para absorver os jovens que chegam ao mercado de trabalho. Todos os anos, 500 mil moçambicanos entram no mercado laboral, mas apenas 30 mil empregos formais são criados.
Fazendo uma conta rápida: 500 mil jovens chegam ao mercado. 30 mil encontram emprego formal. Os restantes 470 mil, o que é feito deles?
Meus senhores e minhas senhoras
Estamos a falar de Um país rico e um povo pobre, aqui está o grande paradoxo que mais deve perturbar a nossa consciência, passados 51 anos de independência. Moçambique é simultaneamente um dos países mais pobres do mundo e um dos mais ricos em recursos naturais.
Moçambique é dotado de recursos naturais significativos, incluindo gás natural, carvão, grafite e terras aráveis, que oferecem uma oportunidade única para promover um crescimento económico sustentável e inclusivo.
Moçambique possui 36 milhões de hectares de terra arável e fértil, dos quais apenas 20% estão a ser explorados. Possui paralelamente abundância de recursos hídricos, o que pode tornar o país autossuficiente na produção de comida e acabar com a fome, tornando assim o país num grande exportador de commodities agrícolas.
O nosso subsolo guarda gás natural suficiente para transformar toda a região. As nossas terras estão entre as mais férteis do continente. O nosso litoral banha dois oceanos de oportunidades. Os nossos rubis iluminam joias em todo o mundo. E ainda assim, o nosso povo não tem acesso a cuidados de saúde básicos, as nossas crianças estudam em salas (quando tem salas porque as vezes as salas são árvores) sem carteiras, as nossas mulheres, filhas, irmãs caminham quilómetros para buscar água.
COMO É POSSÍVEL?
A economia nacional é fortemente dependente da agricultura e da indústria extrativa, com um peso de 37,1% sobre o PIB em 2024. Contudo, é uma agricultura de subsistência e de baixa produtividade. Uma economia dependente da exploração de produtos primários, como o gás, carvão, ouro, rubis, que não são processados internamente, tem poucas chances de registar um desenvolvimento económico harmonioso e sustentável.
Em palavras simples: exportamos a nossa riqueza bruta. Outros países processam-na, transformam-na, vendem-na e enriquecem. Nós ficamos com os buracos na terra e a pobreza na alma.
Estes são os desafios persistentes de governação, fragilidades institucionais, fluxos financeiros ilícitos e as consequências duradouras de empréstimos contraídos de forma opaca que têm limitado o progresso, impedindo o país de transformar a sua riqueza natural em desenvolvimento abrangente e na melhoria das condições de vida.
A riqueza do subsolo não se traduz automaticamente em riqueza para o povo. Quando envolta em secretismo, ela torna-se um catalisador para a corrupção, para a degradação ambiental e para o conflito social.
Os 51 anos de Independência nos convidam a falar de uma distinção fundamental que muitas vezes é confundida deliberadamente pelos sucessivos governos deste país: a diferença entre agenda de Estado e agenda de governo.
Um governo passa. Tem mandatos, tem interesses, tem ciclos eleitorais, tem fidelidades partidárias. O Estado, esse, é permanente. É de todos. É a estrutura que deve proteger o povo independentemente de quem governa, independentemente de que partido esteja no poder.
A grande tragédia de Moçambique não é só a pobreza, é que durante décadas, as prioridades do Estado foram sequestradas pela agenda dos governos. A saúde do povo ficou sujeita aos ciclos eleitorais. A educação das nossas crianças dependeu da generosidade dos parceiros externos. A segurança das comunidades foi vista como custo, não como investimento.
O país continua a enfrentar um conflito que já dura há oito anos no norte rico em gás, que continua volátil, com ataques em curso em toda a província de Cabo Delgado e nas províncias vizinhas. Os 51 anos de independência são caracterizados por um descontentamento social generalizado, tal como se viu nas muito disputadas eleições fraudulentas de 2024, que desencadearam uma violência generalizada.
51 anos depois de conquistada a independência, o norte do país sangra de dor, mas, enquanto isso, os seus recursos naturais são extraídos; as comunidades locais vivem no terror da insegurança. Vivem a dualidade longínqua da riqueza do gás que os rodeia e a miséria que os oprime. Isto não é aceitável. Nenhuma exploração de recursos pode prosperar numa terra onde o povo não tem paz, segurança e dignidade.
51 anos depois, perguntamos: devemos celebrar a independência ou refletir? A resposta é: poderíamos fazer as duas coisas, mas com honestidade. Se tivermos que celebrar, devemos celebrar os moçambicanos que morreram pela libertação. Celebremos a coragem de uma geração que escolheu a luta quando podia ter escolhido a submissão. Celebremos os professores que ensinam sem salário, os médicos que operam sem equipamento, as mães que criaram filhos em meio à guerra. Celebremos a nossa identidade, a nossa música, as nossas línguas, a nossa diversidade cultural que é uma das mais ricas do mundo.
Mas celebrar sem reflectir é mentira. É anestesia colectiva. É cumplicidade com o estado actual das coisas. A independência política foi conquistada em 1975. A independência económica, a verdadeira soberania do povo, ainda está por conquistar.
Um povo soberano não depende de doações externas para financiar o seu orçamento. Um povo soberano não tem 81% dos seus filhos a viver com menos de três dólares por dia. Um povo soberano não exporta as suas riquezas brutas enquanto importa os produtos finais. Um povo soberano não cala quem levanta questões. Um povo soberano não usa a data da independência apenas para desfiles e discursos, usa-a para uma avaliação honesta do caminho percorrido e uma definição clara do caminho a seguir.
Um povo soberano usa a data da sua independência para reafirmar para onde quer ir, como povo soberano, temos o direito e o dever de definir colectivamente o destino que queremos para a nossa nação. E essa definição não pode ser deixada apenas aos governantes, aos partidos, às elites de Maputo. Ela pertence a cada moçambicano, ao agricultor de Nampula, à professora de Inhambane, ao pescador de Sofala, ao jovem desempregado.
A RENAMO quer um Estado de Bem-Estar Social, não um Estado que governa para si, mas um Estado que existe para o povo. Um Estado onde a saúde é um direito, não um privilégio. Onde a criança mais pobre do campo tem acesso à mesma qualidade de educação que a criança mais rica da capital e dos colégios privados. Onde o idoso tem dignidade na velhice. Onde a mulher rural tem o mesmo acesso ao crédito, à terra e à justiça que qualquer outro cidadão.
A RENAMO quer soberania económica real. Isso significa processar os nossos recursos naturais em território nacional antes de exportá-los. Significa criar valor aqui, empregar aqui, enriquecer aqui. O país dispõe de gás natural, recursos minerais diversos, florestas, abundantes cursos de água e vasta biodiversidade. O desafio é transformar este potencial em prosperidade real para os moçambicanos. Isso é possível. Outros países africanos fizeram-no. Nós podemos fazer.
A RENAMO e o povo querem transparência na gestão dos recursos públicos. Cada metical que entra no Estado deve ser rastreável e justificável. A transparência não deve ser vista como um ideal académico. É uma ferramenta pragmática de desenvolvimento. É a ponte que liga a extração de recursos ao progresso social. É o direito dos cidadãos a uma pergunta fundamental: o que estão a fazer com o que é nosso, e com o nosso país?
Queremos um investimento maciço na educação e na saúde. A transformação da economia deve ser suportada por um investimento massivo na educação, especialmente no ensino técnico e profissional, na ciência e na tecnologia, aproveitando o dividendo demográfico do país que conta com 80% da população jovem. Os nossos jovens são o maior recurso de Moçambique. Mais do que o gás. Mais do que os rubis. Mais do que o carvão. Um jovem moçambicano formado, saudável e empregado é uma riqueza que se multiplica.
Daí que, 51 anos depois de conquistada a nossa independência, queremos convidar todos a nos libertarmos de uma mentalidade muito perigosa: a de que a mudança virá de cima, virá dos governantes, virá dos doadores internacionais, virá de qualquer outro lugar que não seja de nós mesmos.
A mudança começa em cada um de nós. No sítio exato onde estamos. Se és professor, a tua sala de aula é o teu campo de batalha. Cada criança que ensinas com dedicação, que estimulas a pensar criticamente, que proteges da ignorância, é uma vitória contra o subdesenvolvimento. Não esperes melhores condições porque estes governos já sabemos que não vão te dar para seres um excelente professor. Sê-o agora, com o que tens.
Se és profissional de saúde, cada paciente que tratas com dignidade e competência é um acto de resistência contra um sistema que falhou para com o povo. A tua ética profissional é política. A tua dedicação é revolucionária.
Se és funcionário público, a tua integridade é um bem nacional. Recusar um suborno, processar um documento com justiça, tratar o cidadão com respeito independentemente de quem ele seja, esses actos simples constroem ou destroem o Estado de bem-estar social.
Se és empresário ou empreendedor, tens uma responsabilidade enorme. Cria emprego digno. Paga impostos com honestidade. Reinveste os teus lucros em Moçambique. Forma os teus trabalhadores. Sê parte da solução económica de que o país precisa.
Se és jovem, e 80% do povo é jovem, recusa a apatia. Recusa o fatalismo de que "este país nunca vai mudar." Organiza-te. Participa. Exige. Questiona. Vota. Faz parte das decisões que moldarão o teu futuro e o teu presente. A tua geração não é a esperança de Moçambique, é a sua realidade presente.
Se és mãe ou pai, a maneira como educas os teus filhos é um acto político. Ensina-lhes a integridade. Ensina-lhes que o bem colectivo existe e importa. Ensina-lhes que o seu vizinho é seu irmão. Ensina-lhes que Moçambique lhes pertence e que têm responsabilidade sobre ele.
E em casa, sim, em casa, cada família que poupa água, que não deita lixo onde não deve, que respeita o vizinho, que educa os filhos para a cidadania, está a construir o país que todos queremos. O desenvolvimento começa na forma como vivemos, não na forma como votamos.
Para lutar contra um inimigo, é preciso nomeá-lo. Os inimigos do desenvolvimento de Moçambique, os inimigos do Estado de bem-estar social que merecemos, não são todos estrangeiros nem todos anónimos. Alguns têm rosto. Alguns têm nome, e alguns estão organizados em partido que governa este país sem visão de longo prazo.
A corrupção é o maior imposto que o povo paga para a destruição do Estado e do bem-estar social: todo dinheiro desviado é uma cama de hospital que não existe, um professor que não foi pago, uma escola que não foi construída, uma estrada que deixou de existir, um livro a menos na escola, pacientes a menos no hospital. A corrupção é inimiga do povo, especialmente dos mais pobres.
A desinformação e o tribalismo são armas que nos dividem para nos enfraquecer. Quando somos manipulados a ver uns nos outros inimigos por causa da região ou da etnia, esquecemos os verdadeiros problemas que afligem a todos.
A apatia e o conformismo são igualmente perigosos. A ideia de que "sempre foi assim e sempre será" é a mais eficaz das prisões, porque não tem grades, mas prende o espírito. A dependência crónica, seja da ajuda externa, seja do patrão governo, seja do compadrio, impede o desenvolvimento da responsabilidade e da iniciativa que um povo soberano deve ter.
A má governação, que coloca os interesses partidários acima dos interesses nacionais, que faz do Estado um instrumento de enriquecimento e não de serviço público, é a grande Matequenha e a maior traição da herança dos que lutaram pela nossa independência.
Moçambicanos e Moçambicanas,
TERMINO COM UMA VERDADE INCÔMODA E UM CONVITE
Samora Machel disse que "a luta continua." Tinha razão, mas a luta de que Moçambique precisa hoje não é a mesma de 1975. A batalha de hoje não é contra um ocupante colonial que vem de fora. É contra as ações do partido e dos governos sucessivos da Frelimo que ele mesmo deixou, é contra o subdesenvolvimento que nos ocupa por dentro. É contra a pobreza que rouba o futuro dos nossos filhos. É contra a corrupção que saqueia a riqueza coletiva. É contra a resignação que nos faz aceitar o inaceitável.
Aos jovens queremos lembrar que a independência verdadeira é um projecto inacabado. E cada geração tem a responsabilidade de a aprofundar, de a tornar mais real, mais concreta, mais sentida na vida de cada moçambicano.
O 25 de junho é uma data de compromisso, um compromisso com os mortos que pagaram com a vida para que vivêssemos livres. Um compromisso com os vivos que merecem mais do que têm. E um compromisso com os que ainda não nasceram, que herdarão o Moçambique que construirmos, ou que falharmos em construir.
A todos os Moçambicanos e Moçambicanas desejo um feliz dia 25 de junho
O PRESIDENTE
OSSUFO MOMADE
06/06/2026
MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS E REPÚDIO
A RENAMO recebeu com profunda consternação e indignação a notícia do assassinato de Dom Osório Citora Afonso, Bispo de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira.
Segundo informações tornadas públicas, Dom Osório Citora foi encontrado sem vida na sua residência, vítima de baleamento, num acto bárbaro que choca a consciência nacional e enluta a Igreja Católica, os fiéis e todo o povo moçambicano.
Neste momento de dor e luto, a RENAMO manifesta o seu mais veemente repúdio por este crime hediondo e condena, com toda a firmeza, qualquer acto de violência que atente contra a vida humana, a paz social e os valores fundamentais da nossa convivência como Nação.
Dom Osório Citora dedicou a sua vida ao serviço de Deus, da Igreja e do povo moçambicano, pautando a sua missão pela promoção da paz, da reconciliação, da justiça e da dignidade humana. A sua morte representa uma perda irreparável para a Igreja Católica e para Moçambique.
Perante a gravidade deste acontecimento, a RENAMO apela às autoridades competentes para que realizem uma investigação célere, rigorosa, transparente e imparcial, até à identificação, captura e responsabilização dos autores materiais e morais deste crime.
Num Estado de Direito Democrático, nenhum cidadão deve perder a vida às mãos da violência e da criminalidade. A verdade deve ser apurada e a justiça deve prevalecer.
À Conferência Episcopal de Moçambique, à Diocese de Quelimane, à Arquidiocese da Beira, aos familiares, amigos e a todos os fiéis católicos, a RENAMO endereça as suas mais sentidas condolências e manifesta a sua solidariedade neste momento de profunda dor.
Que a alma de Dom Osório Citora Afonso descanse em paz.
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