Yuzi

Yuzi

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MENTOR🏞️, ESCRITÓRIO📝, TERAPEUTA🧠...
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08/09/2026

Talvez vocĂŞ nĂŁo esteja bem, apenas aprendeu a suportar.

Nem sempre a dor aparece como tristeza. Às vezes, aparece no cansaço, na irritação, no silêncio ou na forma como começamos a tratar quem amamos.

Escute os sinais. Cuide de si antes que o seu sofrimento se torne o seu normal.

A sua escolha te escolhe.

15/08/2026

🧠 A MENTE TAMBÉM PRECISA DE CUIDADOS.

Nem sempre precisamos de respostas. Às vezes, precisamos de um espaço seguro para compreender o que sentimos, organizar os pensamentos e aprender a lidar melhor com aquilo que estamos a viver.

A terapia pode ajudar-nos a: • compreender melhor as nossas emoções; • fortalecer a autoestima e a autoconfiança; • melhorar os relacionamentos; • enfrentar dores emocionais; • tomar decisões com mais consciência.

NĂŁo precisa carregar tudo sozinho(a).

✨ Invista em si. A sua escolha te escolhe.

📲 Agende a sua sessão: 874 293 754
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📸 Instagram: Yuzi - Terapeuta, Mentor e Escritor

YUZI Therapy & Consulting, EI
Atendimento presencial e online.
đź”’ Sigilo e confidencialidade.

12/07/2026
12/07/2026

🔥Bandida Gospel🧎🏽‍♀️

Zubaida, conhecida como Zu, é uma mulher que leva uma vida dupla. Aos olhos de todos, é uma jovem ligada à igreja, discreta e respeitada. No entanto, por trás dessa imagem esconde-se uma mulher astuta, manipuladora e capaz de tudo para alcançar os seus objetivos.

Depois de enganar e destruir emocionalmente o irmĂŁo de Ricardo, desaparece. O sofrimento da famĂ­lia desperta em Ricardo um Ăşnico objetivo: vingar-se.

Ao contrário do que Zu espera, Ricardo não procura violência nem confronto direto. Decide derrotá-la usando inteligência, estratégia e domínio emocional, levando-a a entrar num jogo onde cada palavra, cada gesto e cada silêncio fazem parte de um plano cuidadosamente preparado.

Enquanto tenta descobrir as verdadeiras intenções de Ricardo, Zu vê-se presa num duelo psicológico em que as suas próprias armas começam a voltar-se contra ela. O caçador pode tornar-se a presa, e a mulher que sempre controlou o jogo talvez encontre alguém capaz de a superar.

Bandida Gospel é um thriller psicológico repleto de estratégia, manipulação, emoção, vingança e reviravoltas, mostrando que, por vezes, a maior batalha não é física, mas travada na mente e no coração.

Caso vocĂŞ queira acompanhar a histĂłria, entre no link do WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VbAUZn2Fcow0cYZ4pP1E

09/02/2026

*👑 Rei do Orgasmo 💦🇲🇿*
Autor: *YUZI📝*
Contacto 📲: 874293754

*CAPĂŤTULO 10* (jogo da consciĂŞncia)
Temporada 1
06/02/26
..apenas o ensinei a jogar. Conheço os atalhos da mente dele. Tadeu não reage por impulso. Ele calcula.

— Vê como falas comigo, garoto — respondo, firme. — Sabes que nunca te julguei. Não começarei agora. Quero ouvir de ti: o que está a acontecer? Quem é essa mulher? — Abro o tabuleiro.

— Desculpa, Alex… mas, em vez de explicar, prefiro que a conheças pessoalmente. Tens tempo agora?
— Tenho.
— Então até já.

*...horas depois...*

— Tenho de te agradecer e também pedir desculpas pela forma como falei contigo. Chego a f**ar envergonhado, porque depois de tudo o que me ensinaste, eu não deveria ter tido aquele tipo de crise. — Tadeu tenta se redimir.

Percebo que pensou melhor. As emoções falaram tão alto que ele não conseguiu processar nada no momento. Quando a emoção assume o comando, a razão f**a em segundo plano. Ele esqueceu-se de quem sou para ele, e do carinho que tenho por si.

Tadeu, para mim, é como uma obra-prima. Nunca investi tanto em alguém. Talvez porque vejo nele partes do meu próprio passado, fases em que também precisei que alguém me fizesse pensar, não que me acusasse.

— Nunca podes deixar as emoções falarem por ti. Está a parecer que essa mulher te está a desnortear. Tens brigado e faltado ao respeito à tua mãe, a ponto de ela me ligar a pedir ajuda. É isso que essa jovem está a fazer contigo? Devo me preocupar?

Enquanto falo, aplico aquilo que chamo de *jogo da consciĂŞncia*.
Não confronto a emoção. Não nego o sentimento. Porque quem está dominado por emoções, sobretudo pela paixão, não escuta a lógica. Qualquer ataque direto gera defesa. A pessoa fecha-se, justif**a-se, endurece.

O jogo da consciĂŞncia funciona de outra forma: desloca o foco.

Em vez de dizer “tu estás errado”, faço a pessoa olhar para as consequências do próprio comportamento. A mente sai do modo defensivo e entra em avaliação. O sujeito deixa de lutar contra quem fala e começa a lutar consigo mesmo.

Lanço a responsabilidade sobre a mulher que ele ama, não para culpá-la, mas para criar um espelho.
Quando a pessoa percebe que, pelo seu comportamento, quem ama pode ser vista como o problema, nasce um conflito interno. Ele ama, mas não quer destruir. Quer proteger, não rejeitar. É aí que a consciência começa a trabalhar.

— Sendo sincero, não gostaria de falar dela. Quero que a vejas. Nunca a apresentei a ninguém. Serás o primeiro. — Procura fugir da consciência.

O que será que essa mulher tem de tão especial para que ele confie mais no impacto da presença do que nas palavras?

Tadeu tem 29 anos. É intelectual. Licenciatura e mestrado em Londres. Postura firme, sabe ser e estar. Corpo cuidado, discreto, respeitoso. Um homem que sempre soube medir as consequências, até a emoção tomar espaço demais.

— Não estou a falar dela — continuo —, mas da imagem que estás a colocar nela. De uma mulher que te desvia. No fim, ninguém vai olhar para ti, mas para ela, como má influência. É isso que quero que entendas.

Estamos no carro. O silĂŞncio instala-se.

Esse silêncio não é vazio. É processamento.

O *jogo da consciência* tem esse efeito: quanto menos eu falo, mais a mente dele trabalha. Quando a pessoa começa a refletir sozinha, a mudança já começou.

— Tens toda a razão. Nunca tinha pensado por esse ângulo. Talvez seja por isso que a minha mãe diga que a jovem me está a destruir. Mas não… eu apenas estou numa fase em que já não concordo com certas coisas que ela considera corretas.

Ele já não reage. Ele analisa.
A emoção perdeu força. A razão voltou ao lugar.

— Entendo, Tadeu. Isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Já és um homem e terás de cuidar dos negócios. A tua mãe quer que cresças, mas não está preparada para lidar com certas mudanças. Durante muito tempo foste o filho que sempre disse “sim”. Ela é dominante, foi assim que construiu a fortuna que tem hoje. Mas nada justif**a bater de frente. És inteligente demais para conseguires o que queres sem ferir quem te ama. Entendes? — esclareço.

Aqui entra a Ăşltima parte do jogo: oferecer uma saĂ­da digna.

A consciência só aceita mudar quando o ego não é humilhado. A pessoa precisa sentir que está a escolher, não a ser derrotada.

— Entendo… — respira fundo. Vejo arrependimento nos olhos. — Sabes, Alex, és como um irmão mais velho para mim.

— Por isso vais ligar para a tua mãe e pedir desculpas. Vira o jogo.

Ele sorri de leve.

— Queres que eu use o mesmo jogo da consciência que acabaste de usar comigo?

Por isso digo que ele Ă© a minha obra de arte.
Ele nĂŁo sĂł sentiu o efeito, percebeu o mecanismo.

— Sim. — sorrio. — Agora fala-me da Angélica. O que aconteceu? Já não estão juntos?

— É uma longa história… mas, resumindo, ela tem marido da noite e não quer se tratar.

— Como descobriste?

— Depois do s**o, eu só a queria distante. Às vezes chegava a sentir enjoo. Ela tem tudo: bonita, inteligente, carreira feita, vaidosa, vem de boa família, sabe ser e estar. Mas eu também tenho problemas na minha família. Por que iria atrás de alguém com conflitos maiores?

Ensinei Tadeu a reconhecer certos padrões espirituais. O corpo reage antes da mente aceitar. Esse é um dos sinais.

— A tua mãe acha que a culpa é da mulher que conheceste?

— Sim. E sabes, Alex… acho que a energia da minha mãe não combina com a da jovem. A minha mãe também tem espírito forte. Acredito que seja isso que cria toda essa confusão, mesmo sem ela conhecer a jovem.

Ele se abre por completo.
Durante algum tempo, incentivei-o a olhar para as origens. Quem quer se entender precisa conhecer o próprio chão. Foi assim que começou a investigar a família, e também o lado espiritual.

— Entendo. — decido não comentar.

Chegamos ao mercado do peixe, descemos do carro. Tadeu conduz-me até uma banca onde, à entrada, se lê: DEUS ACIMA DE TUDO.

Sentamos. O lugar Ă© simples, quase rude. Todas as bancas sĂŁo iguais. Ainda assim, a energia aqui Ă© diferente, e Ă© uma das mais cheias.

— Oh, Luísa! — Tadeu chama em voz alta. — …aí vem ela.

*Continua...*

05/02/2026

*👑 Rei do Orgasmo 💦🇲🇿*
Autor: *YUZI📝*
Contacto 📲: 874293754

*CAPĂŤTULO 9* (jogo do elogio)
Temporada 1
05/02/26
..um jogo que, pela primeira vez, alguém decidiu abandonar sem pedir autorização.

Seguro o telefone com calma.

— Diga-me uma coisa, senhora Deolinda — pergunto, medindo o tom. — O que exatamente a assusta: a mulher… ou o facto de o Tadeu já não responder às regras que sempre funcionaram?

Do outro lado, silĂŞncio.
Um silĂŞncio longo. Denso. Revelador.
Não um silêncio comum, mas aquele que denuncia conflito interno. A mente dela ainda procura uma resposta socialmente aceitável.

— Não sei… talvez seja porque estou a perder completamente o controlo. Ela não está no nosso nível. Não é uma boa mulher para o Tadeu.

Ela diz. E sĂł depois percebe o que disse.

O silĂŞncio regressa, mais pesado.

Por um instante, fico imóvel. Não pela frase em si, mas pela incoerência. Deolinda sabe melhor do que ninguém o que é ser considerada “fora do nível”. Antes de tudo, foi pobre. Entrou numa família rica e, com ambição, estratégia e trabalho, quadruplicou a fortuna deles. Foi julgada. Foi subestimada. Foi tolerada antes de ser respeitada.

— A senhora conhece a jovem? Já a viu pessoalmente? — pergunto, não para acusar, mas para confirmar o óbvio.

— Não… só ouço falar. — A voz vem mais baixa agora, menos defensiva.

Então está claro.

Ela nĂŁo julga a mulher.
Ela julga a perda de poder.

É aí que o orgulho entra em cena. Não como vaidade explícita, mas como mecanismo de defesa. Quando alguém está habituado a controlar tudo, a primeira coisa que faz ao perder controlo é desqualif**ar o elemento novo. Não porque seja inferior, mas porque ameaça a hierarquia existente.

Quanto mais alto alguém se coloca, menos enxerga para os lados.
O pedestal nĂŁo eleva, isola.

E então, como uma lâmina a encaixar no lugar certo, percebo.

Espera.

Foi exatamente assim que o Diego jogou comigo.

O jogo do elogio.

Não é um jogo emocional, é estratégico. Funciona porque respeita a lógica do ego humano. Primeiro, ele observa as inseguranças. Depois, não as confronta, ele as cobre com validação excessiva. Elogios constantes não fortalecem; entorpecem. Criam uma falsa sensação de superioridade que reduz a vigilância.

Quando alguém começa a acreditar demais na própria imagem, deixa de questionar o ambiente. Para de analisar, para de desconfiar, para de se mover.

Foi isso que aconteceu comigo.

Ele elogiava tudo. Minha inteligência. Minha visão. Minha postura. Colocou-me num pedestal confortável demais para querer descer. Enquanto eu me sentia acima, ele operava abaixo do meu campo de visão. Não por acaso perdi a vontade de fazer o que gostava. Não por acaso comecei a ceder espaço, a adiar decisões, a desaparecer dentro de mim.

Eu nĂŁo estava cansado.
Estava anestesiado pelo ego.

Bela jogada.

Sorrio por um instante. NĂŁo de orgulho, de reconhecimento. Todo jogador experiente respeita uma boa jogada, mesmo quando foi a vĂ­tima.

Se quiseres cegar alguém, não o ataques.
Elogia.

Elogia até que o ego ocupe todo o espaço mental. Quando isso acontece, a pessoa já não reage à realidade, reage à imagem que faz de si mesma.

É por isso que o jogo funciona tão bem em relações íntimas. Algumas mulheres perigosas elogiam tanto os maridos que eliminam qualquer desconfiança. Fazem-nos sentir únicos, insubstituíveis, gigantes. O homem deixa de vigiar não porque confia nelas, mas porque confia demais em si.

É o jogo do elogio:
nĂŁo cria cegueira, explora a cegueira latente.

— A senhora não está a enxergar o que está à sua volta — digo, agora direto. — O orgulho está a cegá-la de tal forma que está a perder o controlo. Se não procurar ajuda, um terapeuta, isso vai consumi-la. A Deolinda que conheço escuta, observa, não julga antes de conhecer. A mulher que fala comigo agora vive refém da própria posição. Ainda assim, falarei com o Tadeu.

*… Minutos depois…*

— Só atendi porque és o meu mestre. E já imaginava que ligarias. A minha mãe falou contigo, certo? — diz Tadeu.

Tadeu respeita-me porque sabe que nunca joguei contra ele, apenas o ensinei a jogar. Conheço os atalhos da mente dele. Tadeu não reage por impulso. Ele calcula.

— Vê como falas comigo, garoto — respondo, firme. — Sabes que nunca te julguei. Não começarei agora. Quero ouvir de ti: o que está a acontecer? Quem é essa mulher? — Abro o tabuleiro.

— Desculpa, Alex… mas, em vez de explicar, prefiro que a conheças pessoalmente. Tens tempo agora?
— Tenho.
— Então até já.

*Continua...🔥*

Deixe sua resposta no PVT, vamos conversar.

- O elogio te desperta ou te adormeceâť“
- O pedestal te eleva… ou te isola❓
- Gostaria de pensar como uma jogadoraâť“
Contacto, Yuzi: 874293754

05/02/2026

*👑 Rei do Orgasmo 💦🇲🇿*
Autor: *YUZI📝*
Contacto 📲: 874293754

*CAPĂŤTULO 8* (amar o divertido)
Temporada 1
04/02/26
..muitas mulheres não atingem o orgasmo. E não é por falta de toque, mas por excesso de ruído: emoções mal resolvidas, dificuldade de entrega, conflitos com a própria imagem, pensamentos invasivos, ausência de conexão consigo mesmas.

— Como assim, imagem?
Estou numa sala com nove mulheres. Todas usam máscara. A aula é sobre prazer e autoconhecimento.

— A forma como você se veste, como se olha no espelho, começa a ditar o seu dia. Se você se olha e gosta do que vê, isso cria confiança. E a confiança abre espaço para a entrega. Tudo comunica. A pergunta é: o que a sua imagem diz a você?

Faço a pergunta… e percebo. Elas estão longe. Presentes fisicamente, ausentes por dentro.

“Você já nem consegue fazê-las entender”, uma voz sussurra em mim.

“Perdeste o prazer de ensinar. Para ser honesto, perdeste o prazer em muita coisa.”
Outra voz surge, mais firme:
“Você ainda é o Rei. Ama isso. Então se diverte. Faz tempo que não aproveitas cada momento.”

Respiro. Olho para elas. Decido mudar o jogo.
Chamo a mais confiante. Sexy, mas consciente da própria presença. Um leve orgulho no olhar.

— Acho que você pode ser a nossa cobaia. — digo, oferecendo segurança, não exposição.

Ela veste um vestido branco, justo demais para ser ignorado. Daqueles que exigem atenção constante ao caminhar. Por cima, um sobretudo.

— Pode tirar o sobretudo.

Ela obedece.

Nesse instante percebo outra mulher. Olhar curioso. Mente fértil. Daquelas que imaginam muito, desejam muito, mas nunca tiveram espaço, nem permissão, para explorar. Chamo-a.

— Pode vir.

Ela se levanta sem hesitar.

— Yara, abaixe a iluminação. Coloque uma música… sensual.

Quando o som preenche a sala, algo em mim se reorganiza. É como se eu recuperasse o amor por coisas que vinha ignorando. Aproximo-me e coloco vendas nos olhos das duas, as outras apenas observam.

— Agora — digo — você vai tocar apenas onde sentir vontade.

A mulher de mente fértil começa devagar. Ainda vestida, a sexy sente dedos curiosos explorando seus mamilos por cima do tecido. A música guia o ritmo. O corpo responde.
Posiciono-me atrás dela. Não toco. Apenas presença. Meu perfume chega primeiro.

Os mamilos endurecem. É visível. Inclino-me e sussurro:

— Percebeu o que está acontecendo com o seu corpo?

Ela inspira fundo. O ar sai quente.

— Diga o que sente. Devagar. Entregue-se aos detalhes. — Meus lábios roçam seu ouvido.

— É… um calor. Começa nos pés… e sobe. Sobe até a bu**ta. Dá vontade de f**ar só na ponta dos pés… como se tocar o chão fosse demais.

— Então faça.

Ela tira os saltos rapidamente e se ergue nas pontas dos pés. O corpo pede distância do chão. O calor é real.
Faço um sinal. Yara entende e aumenta a temperatura do ar-condicionado.

— Se quiserem um s**o marcante — digo à sala — cuidem da indumentária. Da temperatura. Do ambiente. Tudo conta. Sejam detalhistas. Não só na vida. No s**o também.

Faço uma pausa.

— Viram o que a imagem dela causou? O olhar. A postura. A confiança. Ela se entregou a ponto de o corpo pedir algo sem que a boca falasse.

Caminho lentamente.

— S**o vai além da imagem. É percepção. É como o cérebro se entrega. Sem cobrança. Sem exigência. Enxerguem como algo quase proibido. Eu sei… às vezes a voz interna diz que talvez com outra pessoa seria melhor.

Sorrio.

— Fantasiem. Criem. Usem capuz. Virem o jogo. Mas nunca deixem de comandar a experiência. Vivam o jogo.

*… Dias depois…*

— Boss, a Deolinda está na linha. Diz que precisa falar com o senhor urgentemente. — Yara espreita pela porta de vidro do meu gabinete. O tom dela já traz um aviso implícito.

— Entregue-me o celular — respondo, sem pressa.

Assim que pego no telefone, sei que nĂŁo se trata de um assunto comum.

Deolinda não liga por impulso. Ela comanda. Calcula. Planeia. É a mulher com a maior frota de camiões em Moçambique, conhecida por nunca perder uma negociação, nem pessoas. Durante anos foi minha cliente. Treinei a família inteira. O único filho homem, Tadeu, foi um dos meus melhores alunos: disciplinado, lógico, previsível. Um sucessor desenhado à régua.
Atendo.

— Boa tarde, senhora Deolinda.

— Boa tarde, Alex… — a voz sai firme, mas há algo novo. Um leve ruído de fundo. — Preciso da sua ajuda.

NĂŁo interrompo.

— O Tadeu está… diferente. — Ela pausa, como se escolher as palavras fosse mais difícil do que qualquer contrato milionário. — Está envolvido com uma mulher do mercado do peixe.

SilĂŞncio.

— Não sei o que essa mulher lhe fez — continua —, mas ele não é mais o mesmo. Discute comigo. Questiona decisões. Pela primeira vez na vida, disse-me “não”.

Consigo imaginá-la do outro lado: costas direitas, olhar duro, tentando entender como algo tão simples rompeu uma estrutura que levou décadas a construir.

— Chegámos a discutir feio — confessa. — Ameacei retirar todas as regalias. Carros. Cartões. Apoios. Tudo.

Ela respira fundo.

— Ele preferiu abrir mão. —Essa frase pesa mais do que ela imagina.

— Estou preocupada, Alex. Não pelo dinheiro… mas pelo que pode acontecer se isso continuar assim. O meu filho nunca escolheu emoção em vez de razão.

Nunca.
Agora entendo.
Ela não está a falar de amor.
Está a falar de perda de controle.
De um jogo que, pela primeira vez, alguém saiu sem pedir autorização.
Seguro o telefone com calma.

— Diga-me uma coisa, senhora Deolinda — pergunto. — O que exatamente a assusta: a mulher… ou o facto de o Tadeu já não responder às regras que sempre funcionaram?

Do outro lado, silĂŞncio.
Um silĂŞncio longo. Denso. Revelador.

*Continua...*

05/02/2026

*👑 Rei do Orgasmo 💦🇲🇿*
Autor: *YUZI📝*
Contacto 📲: 874293754

*CAPĂŤTULO 7* (dois passos na frente)
Temporada
02/02/26

— É uma criança que até hoje não consigo esquecer… Não sei como era o ambiente na casa dele, mas, de repente, algo mudou. No início, era uma criança alegre, sorridente, muito curiosa. Lembro-me de uma vez em que perguntou: “Por que no Dia dos Professores temos que dar presentes, mas quando o aluno faz anos os professores não dão nada?” — a professora de Diego chega a sorrir.

Pelos vistos, Diego sempre foi um miĂşdo atento e inteligente. A pergunta que permanece Ă©: o que aconteceu para ele mudar assim?

— Os pais dele estavam vivos? Levavam-no à escola? — procuro ir mais longe.

— Nunca conheci os pais. Apenas a cuidadora. No início, pensei que fosse a mãe, mas depois percebi que não era. Cheguei a perguntar. Pensando bem, acredito que a mudança dele começou quando ela morreu.

Tá claro que, quando alguém conta uma história, raramente relata tudo como realmente aconteceu. Sempre há omissões. Mas, no caso dessa senhora, é diferente: ela não afirma, imagina, como alguém que já refletiu sobre isso antes.

Não posso negar: Diego é esperto. Ele sabia que eu iria atrás do passado. Para alguém que pensa como um jogador, é lógico procurar as professoras; elas guardam a essência do que fomos. Um homem como Diego não passa despercebido.

Mas como chegar Ă  verdade?

— Será que ele sofreu algum tipo de abuso ou viu algo que não deveria? A senhora nunca tentou protegê-lo? — toco na ferida. Se ela viu algo, talvez nada tenha feito. A família era poderosa.

O silêncio nos invade. Por um instante, lágrimas escorrem pelo seu rosto. Está claro: ela carrega verdades. Mas Diego já falou com ela.

— A falta de amor pode transformar pessoas em monstros, mas nem tudo morre. Aquela parte boa que Diego teve ainda está lá. Caso contrário, a senhora não se lembraria dele com tantos detalhes. — viro o jogo.

— Vi aquela criança tornar-se fria, a isolar-se. Tentei me aproximar, mas ele me rejeitava. A criança alegre começou a olhar para mim com desprezo e raiva. Suas palavras tornaram-se diretas, secas. Já não comentava nada. Lembro-me de ter pensado: o que pode fazer uma criança f**ar assim?

Está claro que algo aconteceu com Diego. Não é à toa que ele me disse:
"Você ainda não entende o que é amar alguém."

*...Horas depois…*

Não tirei muitas informações, mas uma coisa ficou evidente: Diego viveu algo que o transformou. A pergunta continua a ecoar, o que foi que ele viu?

Tenho de admitir: ele conhece o jogo e antecipa as jogadas. Sabia que eu iria atrás da esposa. Sabia que eu procuraria a professora. Ele conduz-me, fazendo-me acreditar que estou a avançar, quando, na verdade, continuo no caminho que ele desenhou. Ele domina o jogo, e eu caio feito um patinho.

O jovem tem objetivos claros. Entra no jogo por inteiro. Analisa cada movimento sem envolver emoções. Mostra o tabuleiro para que você caminhe exatamente onde ele quer.

"Você está tão focado em ganhar que esqueceu de entender o jogo. Ele está dois passos à frente e já imagina todas as suas jogadas. Quando tenta mostrar que também pensa como ele, acaba usando emoções para decidir. Vire o jogo. Não lute. Observe. Divirta-se. Aproveite o momento." — uma voz sussurra dentro de mim.

Sem me aperceber, comecei a usar as emoções para pensar. O que antes era curiosidade transformou-se em obsessão e, quando isso acontece, já não se enxerga o que está à frente. Os olhos f**am cegos pelo orgulho. Isso acontece com muitas pessoas: quando não conseguem dominar uma relação, entram nela a pensar com o que sentem e não com o que veem, e daí nasce a desgraça. Era exactamente isso que eu estava a fazer: pensar com o orgulho, com o medo de perder, com o desafio de vencer.

Tudo passa a fazer sentido. Até as aulas perdi o entusiasmo de dar. Parei de amar ensinar, de melhorar, de me divertir.

*...Horas depois, em aula…*

— É fácil dizer que os homens são responsáveis por a mulher não atingir o orgasmo, mas muitas não chegam lá por vários motivos: emoções, entrega, imagem, pensamentos, conexão consigo mesmas.

— Como assim, imagem?
Encontro-me numa turma de nove mulheres, todas de máscara, numa aula sobre prazer e autoconhecimento.

— A forma como você se veste, como se olha no espelho, começa a ditar o seu dia. Se você se olha e gosta do que vê, isso gera confiança e liberdade para se entregar. Tudo à sua volta comunica algo. A pergunta é: o que a sua imagem transmite para você?

*Continua...*

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