Coding Rights
Somos uma organização que traz um olhar feminista interseccional para defender os direitos humanos no desenvolvimento, regulação e uso das tecnologias.
Atuamos em rede, usamos criatividade e conhecimento hacker para questionar o presente e reimaginar um futuro pautado por valores transfeministas e decoloniais. Nossa missão é expor e desafiar tecnologias que reforcem assimetrias de poder, com foco nas desigualdades de gênero e suas interseccionalidades. Lista de Transmissão no whatsapp: https://wa.me/message/45FMYIWBUCQKF1
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https://t.me/CodingRights
05/08/2026
Ontem, no Senado, o cacique Roberto, do povo Anacé da região de Caucaia (CE), explicou o Brasil melhor que qualquer consultoria.
A Comissão de Ciência e Tecnologia realizou audiência pública sobre o PL 3.018/2024, que cria regras para data centers de IA. A sessão foi pedida justamente para trazer à mesa consumidores, ambientalistas e comunidades indígenas.
Roberto Anacé lembrou que existem mais leis para derrubar uma carnaubeira e construir uma oca do que para erguer um data center. E que ninguém contabilizou quantas carnaubeiras caíram, quantos pássaros, quantas vidas.
Ele contou também que a empresa só sentou para ouvir depois que os protestos pararam a obra duas vezes.
Guarda esse dado: o Brasil já tem cerca de 200 data centers em operação. Um único data center de IA consome cinco vezes a potência somada de todos eles. (LAPIN - Laboratório de Políticas Públicas e Internet )
Agora o contraste.
Em julho, a Coding Rights acompanhou a missão do Conselho Nacional dos Direitos Humanos em Caucaia — cinco dias, de 6 a 10 de julho, apurando impactos econômicos, socioambientais e territoriais desses megaempreendimentos. Nos dias da missão, Joana Varon, nossa diretora executiva, pôde contribuir com as queixas locais trazendo uma fala sobre as resistências no norte global contra a instalação desregulamentada desses empreendimentos. joana e ChicoRasta 🪶 colheram depoimentos para o mini doc que estamos produzindo.
No dia 10, o CNDH e o conselho estadual recomendaram suspender a tramitação do PL do governo do Ceará e tirar o regime de urgência. Em 14 de julho, com pouco debate, a Alece aprovou: 22 votos a 6.
Enquanto Brasília começa a escutar, o Ceará já votou. E a obra segue a todo v***r.
Só na ZPE do Pecém estão previstos mais cinco data centers de hiperescala. Três já com pré-contrato assinado.
Caucaia não é caso isolado — nem no Brasil, nem na América Latina. É o ensaio para virarmos quintal de data centers para Big Techs estrangeiras.
Minidoc em produção. 🎬
Hoy hay audiencia ante la CIDH - IACHR sobre los impactos de la infraestructura digital a gran escala para la gobernanza democrática y la justicia ambiental. Se presentarán los casos de Estados Unidos, Chile y México frente a la industria de los centros de datos.
Con la Coalición Feminista Decolonial por la Justicia Digital y Ambiental, los centros de datos en Querétaro fueron uno de los temas abordados en la plataforma “Tramas: tecnologías, tramas, territorios”, un proyecto de investigación-acción que, a través de casos y testimonios de resistencias en varios países de América Latina, busca desentrañar la complejidad de los procesos contemporáneos de extractivismo digital.
Aquí dejamos un teaser: “No es sequía, es saqueo”: el nuevo oro es el agua, y Querétaro está siendo una vez más centro de expropiación.
Mientras los centros de datos convierten a Querétaro en el “Valle de los Centros de Datos”, el agua es desviada, la tierra es saqueada y las comunidades indígenas son silenciadas por políticas opacas y neoliberales.
¿Quién diría que la nube dejaría a los territorios y a sus habitantes con sed?
Descubre los impactos ocultos en https://tramas.digital
No es sequía, es saqueo: Querétaro, “el valle de los centros de datos”
Por Paola Ricaurte Quijano y Teresa Roldán Soria. Querétaro, MÉXICO.
La transmisión de la CIDH empieza hoy, día 3/08/2026, a las 12:00 de México / 15:00 de Brasil.
Ilustración de Joo
Quer levar uma oficina do Lampejo para sua organização, coletivo ou grupo?
É simples:
O Lampejo é uma escola popular que oferece oficinas presenciais de 6 horas sobre tecnopolítica, comunicação, cuidados digitais e futuros transfeministas, pensadas para fortalecer quem atua na defesa de direitos humanos, principalmente no contexto das eleições de 2026, onde uso da IA e violência política de gênero aumentam desafios.
As oficinas acontecem em mais de 10 cidades do Brasil até outubro, e são gratuitas.
Se você quer participar, é só solicitar:
➡️ Acesse o link na bio
➡️ Preencha o formulário
➡️ Nossa equipe entrará em contato para entender a melhor forma de levar a oficina até você
Cada oficina é um lampejo: um encontro rápido, direto e que ajuda a iluminar estratégias para o dia a dia.
Solicite a sua! Em redes somos fortes. ✨
A desinformação não escolhe aplicativo, escolhe o caminho mais fácil pra circular sem ninguém checar.
E esse caminho anda cheio: o uso de apps de mensagens como fonte de informação no Brasil chegou a 28% em 2025 (Desigualdades Informativas, Aláfia Lab Aláfia Lab | Meios digitais, fins sociais). É nos grupos fechados que a máquina trabalha mais à vontade, sem curadoria, sem fonte, sem rastro.
Só que brigar no grupo da família, reagir na hora da raiva e desfazer laços, a gente já viu que não adianta. É preciso entender como a máquina da desinformação funciona e como podemos nos comunicar melhor, e saber como usar a IA de forma ética e mais segura.
Foi pra isso que nasceu a cartilha Desmontando a Máquina: uma ferramenta que fortalece estratégias de comunicação e a luta contra a desinformação e a violência política de gênero. Pra pautar, não só reagir.
A cartilha foi revisada em parceria com Mulheres Negras Decidem , Instituto Democracia em Xeque Instituto Democracia em Xeque, NetLab UFRJ NetLab UFRJ e Sleeping Giants Sleeping Giants Brasil . Obrigada por somarem com a gente.
Baixe sua cartilha em lampejo.digital/
Em redes somos fortes.
19/06/2026
Quem decide o futuro da inteligência artificial, e quem f**a fora dessa conversa?
Segunda, 22/06 às 15h30, Joana Varon, fundadora da Coding Rights, participa do Future Affairs Forum Rio 2026, evento da Delegação da União Europeia no Brasil União Europeia no Brasil 🇪🇺 em parceria com o Museu do Amanhã Museu do Amanhã, que reúne pessoas formuladoras de políticas, especialistas, artistas e jovens lideranças do Brasil e da Europa para um diálogo internacional multissetorial sobre políticas públicas orientadas para o futuro e os desafios tecnológicos do nosso tempo.
Joana fará parte do painel que debate a governança dos bens comuns na era da IA.
Aqui na Coding, a gente tem a pesquisa “AI Commons: nourishing alternatives to Big Tech monoculture”, que trata justamente disso. O boom da IA acontece em um cenário dominado por poucas empresas, com modelos extrativos que transformam os bens comuns em lucro concentrado e tratam o Sul Global como fornecedor de minérios e de dados.
Nossa defesa é outra: nutrir alternativas à monocultura das Big Techs.
Outros futuros tecnológicos são possíveis e já estão em curso.
Painel: A governança dos bens comuns na era da IA
Com Joana Varon (Coding Rights), Virgilio Almeida (UFMG / Prêmio UNESCO de Ética em IA) e Laura Ruotsalainen (Universidade de Helsinque, FCAI). Mediação de Ricardo Poppi (Brasil Participativo).
📍 Museu do Amanhã, Rio de Janeiro
🗓 22 de junho às 15h30
Texto alternativo disponível na publicação.
29/05/2026
Neste sábado, 30/05 às 16h30, um Lampejo de tecnopolítica, cuidados digitais e comunicação estratégica chega ao .mulheresemlutas!
Como se preparar para um contexto eleitoral em que cresce a desinformação e a violência política de gênero nos meios digitais? Será que dá para ter um uso responsável e estratégico da IA? Essas são algumas indagações do Lampejo, nossa escola popular de tecnopolítica, comunicação e cuidados digitais que vamos lançar nesta roda de conversa.
Para ativar o debate, a vereadora do Rio de Janeiro Mônica Benício (), Tainah Pereira (), Chan () e Juliana Mastrascusa, com mediação de Joana Varon e Maria Clara Delmonte (). Na ocasião também será lançada a cartilha “Desmontando a Máquina: comunicação digital e disputa do debate público”.
O Lampejo é resultado da parceria entre Coding Rights , Rede Transfeminista de Cuidados Digitais , MariaLab e Olabi .
Em rede somos fortes! Vem com a gente!
🗓 30 de maio, 16h30 às 18h
📍 Espaço ZumZum, ao lado da Nave Coletiva — MEL
R. José Bento, 106 - São Paulo - SP
13/03/2026
El próximo miércoles 18 de marzo a las 17h México y 20h Brasil, se celebra el segundo encuentro del círculo de lectura especulativa del . La sesión girará en torno del libro Una bolsa de semillas, una antología de ciencia ficción feminista escrita en Abya Yala.
Joana Varon , directora ejecutiva de Coding Rights y coeditora del libro junto a Lucía Egaña Rojas , conducirá la sesión junto a Malicia Sabina .sabina y Diana Jiménez , autoras de la colección.
El libro parte de preguntas fundamentales: qué surge cuando escribimos ciencia ficción sin la arrogancia de la ciencia occidental, qué aprendemos cuando abandonamos la racionalidad objetiva como única forma de producir conocimiento, qué vemos cuando descartamos la universalización de una visión patriarcal, blanca, cisheteronormativa y capacitista.
¿Lo pensamos juntes? Inscríbete en el sitio https://centroculturadigital.mx/actividad/circulo-de-ciencia-ficcion-2026
El encuentro será en línea. enviará el enlace al confirmar su participación.
29/01/2026
Hoje, dia 29 de janeiro é o Dia da Visibilidade Trans, um dia para celebrar, conscientizar e refletir sobre a defesa do bem-viver de pessoas trans e travestis no Brasil.
Em 2021, lançamos a pesquisa Reconhecimento Facial no Setor Público e Identidades Trans: tecnopolíticas de controle e ameaça à diversidade de gênero em suas interseccionalidades de raça, classe e território.
O estudo analisa sistemas de utilizados pelo governo federal como forma de verif**ar identidades para acesso a serviços públicos.
Apesar de ser um estudo de 2021, continuamos vendo os impactos dessas tecnologias no dia a dia de pessoas trans. Estudos demonstram que diversos algoritmos de reconhecimento facial funcionam de maneira distinta em diferentes bases demográf**as. E que os erros são mais frequentes quando se tratam de rostos de mulheres negras, rostos trans também confunde esses sistemas desenvolvidos em sua maioria por homens cis brancos.
Fruto de um trabalho potente da pesquisadora Mariah Rafaela (), que entrevistou , secretária de articulação política .oficial; ; e .cc . Também participaram da pesquisa e , que enviaram uma série de pedidos de acesso à informação a órgãos públicos para, junto com Mariah, fazer uma análise feminista decolonial dessas tecnologias.
A pesquisa aponta que falta de transparência na implementação desses sistemas pode interferir na longa luta pela autodeterminação de de pessoas e não binárias, acentuar exclusão social de gênero em suas interseccionalidades de raça, classe e território e ameaçar a privacidade de todes.
Leia a pesquisa completa em codingrights.org
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