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Uso a pedra para deixar o meu legado e para contar a história da minha relação com o mar e a natureza, com os outros e com o meu mundo interior.
Parte 3 - Depois de todo o processo de criação, chegou finalmente o momento de colocar a “Maresia” no espaço para o qual foi pensada. Ver a escultura ganhar o seu lugar na paisagem de Lagos foi um momento muito especial e agora faz também parte de quem por lá passa
Parte 2 - Esta escultura nasceu da natureza envolvente de Lagos. Através da textura, da forma e do movimento, procurei transportar para a pedra alguns dos elementos que fazem parte desta paisagem e que estiveram na origem da “Maresia”
Parte 1 - Antes de uma escultura chegar ao espaço público, existe todo um processo que muitas vezes permanece invisível
13/07/2026
É altura de parar.
O próximo projeto já está a ocupar todo o atelier. O barulho das máquinas começa a ficar demasiado alto e o calor e o pó tornaram-se inimigos.
Voltarei em breve. Até lá, vou dedicar-me à obra mais importante de todas 🤍
Fotografias por hmn
Resumo do festival
“Transformação”
Esta escultura nasce de uma reflexão sobre o luto perinatal, uma perda que é frequentemente vivida em silêncio e permanece socialmente invisível. A peça propõe uma metáfora visual e espacial para esta experiência íntima e muitas vezes impercetível.
A meia esfera presente na escultura representa simbolicamente o útero da mulher, um espaço de gestação, proteção e expectativa de vida. No seu interior encontra-se uma esfera fragmentada, visível apenas a partir de determinados ângulos. Esta esfera interior representa uma vida interrompida, mas também um processo de transformação e de passagem, evocando a ideia de que a existência não termina simplesmente, mas se transforma.
O facto de o interior da escultura não ser imediatamente visível convida o observador a mover-se em torno da peça. É necessário contorná-la, aproximar-se e procurar o seu interior para compreender plenamente aquilo que contém. Este gesto físico reflete a natureza do luto perinatal, que frequentemente permanece oculto, vivido de forma privada e silenciosa, muitas vezes invisível para a sociedade.
Desta forma, a escultura torna-se um espaço de contemplação e memória, onde matéria, forma e vazio dialogam para corporizar uma experiência profundamente humana: a perda, a transformação e a continuidade simbólica da vida.
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Obrigada à organização do festival por todo o apoio e acolhimento familiar e aos colegas escultores pela disponibilidade e amizade 💚
09/03/2026
“Loading” na exposição coletiva do LAC “As Gavetas Não São Portas”,
📍Fábrica da Cerveja, Faro
🗓️ Patente até 5 de Abril
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Categoria
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Endereço
Largo Do Convento De Nossa Sra. Da Glória
Lagos
8600