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02/10/2026

Tímidas evoluções que não respondem ao essencial

O STRUP/FECTRANS participou, esta quinta-feira, 1 de Outubro, numa nova reunião de negociação com o Conselho de Administração da Carris (C.A.), sem que tenham sido alcançados resultados que permitam avançar para um acordo.

Na reunião, foi reafirmada a posição aprovada no último Plenário Geral, bem como a disponibilidade para fechar um acordo relativo a 2026. A estrutura sindical voltou a defender três pontos essenciais: aumento salarial de 70 euros, subida do subsídio de refeição em 0,80 euros e redução do PNT para 38 horas semanais, a partir de 1 de Janeiro de 2028.

Perante a recusa do C.A. em aceitar esta proposta, o STRUP/FECTRANS apresentou um possível caminho alternativo: um acordo plurianual de quatro anos, desde que garanta mecanismos de valorização salarial e de defesa dos direitos.

Entre as condições apresentadas ao C.A., destacam-se:
• Actualização salarial anual pelo valor mais elevado entre a inflação acrescida de 1% e o aumento do salário mínimo nacional (SMN), com um mínimo de 70 euros.
• Incentivo à assiduidade de 40 euros para todos os trabalhadores, penalizando apenas faltas injustificadas.
• Publicação em BTE de todas as fases do “Roteiro para as 35 horas”.
• Actualização anual do subsídio de refeição, no mínimo, em linha com a inflação.
Foi ainda solicitado ao C.A. que apresentasse dados completos sobre os custos dos complementos de reforma, as estimativas futuras e a parcela desses encargos que poderia ser canalizada para a valorização dos salários e dos direitos. Não existem “matérias tabu”, mas rejeitamos qualquer cedência de direitos “a custo zero”.

O C.A. apresentou uma nova versão da proposta anterior, aceitando aumentar o subsídio de refeição para 12,50 euros em 2027 e 13 euros em 2028, bem como aplicar o critério do «melhor dos dois valores» às actualizações salariais entre 2026 e 2029.

Na reunião concordou também com a publicação do subsídio de assiduidade em BTE. Contudo, num contacto telefónico posterior, esclareceu que esta medida vigoraria apenas durante quatro anos e não seria publicada no BTE, tratando-se, assim, de um subsídio temporário.

No sentido de procurar soluções para o actual bloqueio da negociação, foi pedida uma reunião ao presidente do Conselho de Administração.

Apesar destes avanços, considera-se que a evolução é ainda pequena e resulta directamente da firme rejeição dos trabalhadores no último plenário.

É preciso que o C.A. tenha em conta as propostas apresentadas e crie condições para um acordo. Caso contrário, a luta e a unidade dos trabalhadores continuarão a ser o motor do desbloqueio do processo.

Reafirma-se que, a qualquer momento, serão criadas as condições para uma decisão colectiva de todos os trabalhadores sobre as posições a assumir.

Leia comunicado completo e proposta da Administração AQUI https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-rodoviario-passageiros/10518-timidas-evolucoes-que-nao-respondem-ao-essencial





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01/10/2026

A luta também é dos jovens

A luta do dia 17 de Outubro, com manifestações no Porto, em Coimbra e em Lisboa, é o momento de lutar por uma vida digna e com futuro para os jovens trabalhadores.

É uma luta por mais salários, melhores pensões e serviços públicos e contra o aumento do custo de vida, que continua a penalizar particularmente a juventude.

Os números mostram a urgência da resposta: “Os 18 maiores grupos económicos lucraram, só em 2026, 32,4 milhões de euros por dia”, enquanto metade dos trabalhadores ganha menos de 1 000 euros brutos mensais. Entre os jovens até aos 25 anos, o salário médio líquido não ultrapassou os 899 euros.

A precariedade continua a marcar a vida de quem trabalha: 50% dos jovens até aos 25 anos têm vínculos precários e recebem, em média, menos 20% do que os trabalhadores com contrato efectivo. A curta duração dos contratos impede milhares de jovens de aceder ao subsídio de desemprego ou ao crédito à habitação.

O custo de vida agrava ainda mais a situação: a inflação atingiu sobretudo os alimentos, a energia, os combustíveis e as rendas, com aumentos mais elevados nos produtos essenciais.

Os problemas existem não por falta de dinheiro, mas por opção. Mais de 80% da actividade das PME — pequenas e médias empresas — depende do mercado interno. Salários mais altos significam mais consumo, mais economia local e mais desenvolvimento.

O lugar da juventude trabalhadora é nas ruas, no dia 17 de Outubro, para exigir um país onde seja possível viver com dignidade, construir um futuro e ter direitos.

Leia manifesto da InterJovem AQUI https://fectrans.pt/index.php/informacao/geral/10517-a-luta-tambem-e-dos-jovens





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30/09/2026

Os lucros crescem, o serviço degrada-se

Na passada segunda-feira, o SNTCT, filiada na FECTRANS, denunciou, na Assembleia Municipal de Tomar, a degradação do serviço postal naquele concelho, onde há actualmente mais de dez mil cartas por distribuir.

Quando o Sindicato teve conhecimento do atraso na distribuição do correio no concelho, havia mais de vinte mil cartas por distribuir. Apesar dos alertas, os responsáveis da empresa negaram esta realidade. Contudo, a situação é concreta e exige a reposição da normalidade.

Neste concelho faltam doze (12) carteiros, o que resulta da degradação das condições de trabalho nos CTT. Esta situação repete-se um pouco por todo o país, apesar de a empresa ter obtido lucros ao longo dos últimos anos. A opção tem sido gerar lucros para os accionistas privados e remunerar generosamente os administradores. De acordo com o relatório de contas, em 2026, o presidente auferiu, por dia, um valor equivalente a mais de 2 900 euros.

No caso concreto de Tomar, o presidente da Câmara Municipal informou que, em Novembro, se reunirá com os responsáveis dos CTT. Porém, a intervenção do SNTCT é diária, com o objectivo de melhorar o serviço público postal que a empresa está obrigada a prestar e ao qual os cidadãos têm direito.

Esta é mais uma prova de que a privatização dos CTT não serviu para melhorar o serviço postal e universal, mas para transformar um serviço público prestado aos cidadãos, num instrumento de geração de lucros para interesses privados.

Leia aqui https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-dos-correios-e-telecomunicacoes/10516-os-lucros-crescem-o-servico-degrada-se



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29/09/2026

É preciso travar a privatização parcial da CP

O Governo deu mais um passo no sentido de privatizar as linhas suburbanas da CP, ao criar um grupo de trabalho com esse objectivo.

Nos termos do Despacho n.º 11811/2026, de 28 de Setembro, o Governo determina a “Constituição de uma equipa de projecto para dar início ao estudo e à preparação de um projecto, em modelo de parceria público-privada, para a subconcessão, em duas fases, do serviço público de transporte ferroviário suburbano de passageiros da Linha de Cascais e da Linha de Sintra/ Azambuja”.

O Governo pretende avançar primeiro com o processo relativo à Linha de Cascais e, “numa segunda fase — sujeita a confirmação —, com a estruturação da subconcessão da Linha de Sintra/Azambuja”, à luz da experiência adquirida na primeira fase.

Como referem diversas organizações representativas de trabalhadores da CP (ORTs) na sua tomada de posição conjunta, “os problemas que hoje afectam a ferrovia portuguesa não resultam da natureza pública da CP, nem são exclusivos desta empresa. São problemas comuns ao sistema ferroviário nacional e afectam igualmente o operador privado. Resultam de décadas de subinvestimento; do atraso na renovação da frota, enquanto se degradavam os comboios que continuam em uso; da redução e degradação da rede; da insuficiente capacidade da infraestrutura; da perda de conhecimento especializado, sobretudo nas áreas técnicas da infraestrutura e da engenharia; da falta de trabalhadores em várias áreas da atividade ferroviária; e do adiamento continuado dos investimentos de que a ferrovia necessita”.

Como referem as ORTs da CP, estamos perante um processo em que “socializar o investimento público e concessionar a exploração dos segmentos mais rentáveis não representa, por si só, uma utilização mais eficiente dos recursos públicos. Pode significar a redução da capacidade da empresa pública nacional e a transferência, para operadores externos, de parte do valor gerado por investimentos suportados pelos contribuintes portugueses”.

Perante estes objectivos do Governo, impõe-se perguntar: o que traz de novo um operador privado que não possa ser assegurado pela CP? Se a infraestrutura é pública e financiada pelo erário público, se os comboios são pagos pela CP e se os trabalhadores são os actuais trabalhadores da CP, a única novidade trazida pelo privado é a apropriação das receitas.

Não baixaremos os braços: o caminho é lutar contra a fragmentação da CP e defender uma empresa pública e nacional.

Leia aqui https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-ferroviario/10515-e-preciso-travar-a-privatizacao-parcial-da-cp

28/09/2026

Todos à Manifestação de dia 17 de Outubro

A FECTRANS e os seus Sindicatos apelam à participação massiva dos trabalhadores do sector, reformados, jovens e famílias na Grande Manifestação Nacional de 17 de Outubro,

Sob o lema “Mais salário, melhores pensões e serviços públicos!”, é urgente responder ao aumento do custo de vida e às crescentes dificuldades enfrentadas pela maioria da população.

A ação nacional terá lugar em três cidades:
• Porto – 10h30, entre a Praça da Batalha e a Praça D. João I
• Coimbra – 10h30, da Rotunda Portugal dos Pequenitos à Praça 8 de Maio
• Lisboa – 14h30, do Cais do Sodré ao Rossio

A situação é “cada vez mais difícil” vivida pelos trabalhadores, marcada por aumentos brutais nos preços da habitação, alimentação, energia e combustíveis e aumenta o “fosso entre quem luta diariamente para pagar as contas e uns poucos que lucram cada vez mais”.

18 grandes grupos económicos — banca, energia, telecomunicações, retalho, indústria e autoestradas — registaram em 2026 32,4 milhões de euros de lucro por dia, resultado da “especulação e ausência de regulação”.

Vamos defender que “o aumento geral e significativo dos salários é uma emergência nacional”, propondo uma subida de 15%, nunca inferior a 150 euros, e a fixação do salário mínimo nacional nos 1100 euros.

Vamos lutar também
• Contra os projectos de privatização do sector e pela defesa da componente pública dos transportes, comunicações e telecomunicações, assente em fortes empresas públicas;
• Valorização do Serviço Nacional de Saúde, que “em 2025 mais de metade do orçamento do SNS foi transferido para o sector privado, num total de 9 mil milhões de euros”.
• Defesa da Segurança Social, que o Governo quer “entregar o dinheiro dos trabalhadores aos grupos económicos da banca e dos seguros”.
• Redução dos custos da habitação, considerados “incomportáveis”, com cada vez mais famílias a viver em condições indignas.

A riqueza criada pelos trabalhadores “permite que todos possam viver com dignidade”, por isso é preciso defender uma política alternativa que enfrente os interesses dos grandes grupos económicos e rompa com o caminho seguido pelo actual Governo.

Dia 17 – Grande Manifestação Nacional. Vamos à rua! Contra o aumento do custo de vida, por melhores salários, direitos e horários dignos.

Leia manifesto AQUI https://fectrans.pt/index.php/informacao/geral/10514-todos-a-manifestacao-de-dia-17-de-outubro

25/09/2026

ALSA TODI vai retomar negociações do Acordo de Empresa

A Administração da ALSA TODI confirmou ao STRUP/FECTRANS que as negociações do Acordo de Empresa serão retomadas no próximo mês de Outubro.

O avanço do processo ficou dependente da conclusão da transmissão de estabelecimento dos trabalhadores das lojas Espaços Navegante, etapa que está agora em fase final.

Além da retoma das negociações, a empresa comunicou que irá proceder, ainda durante o mês de Setembro, à regularização de várias matérias há muito reivindicadas pelos trabalhadores. Entre elas, destacam-se:
• Pagamento dos proporcionais relativos ao ano de 2022;
• Rectificação das reclamações referentes aos anos de 2023 e 2024;
• Pagamento dos proporcionais referentes ao ano de 2025.

Para o STRUP/FECTRANS, estes desenvolvimentos demonstram que a persistência, a participação e a união dos trabalhadores continuam a ser determinantes para alcançar resultados concretos e fazer avançar respostas às suas reivindicações.

O sindicato reafirma que continuará a acompanhar de perto todo o processo, intervindo para garantir que os compromissos assumidos pela empresa sejam cumpridos e que as negociações prossigam no sentido da valorização dos direitos e das condições de trabalho.

Informação completa: AQUI https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-rodoviario-passageiros/10513-alsa-todi-vai-retomar-negociacoes-do-acordo-de-empresa

23/09/2026

Trabalhadores rejeitam proposta da administração

Os trabalhadores da Carris rejeitaram, por larga maioria, a proposta apresentada pelo Conselho de Administração (C.A.), durante o Plenário Geral realizado esta terça feira, em Santo Amaro.

A decisão acompanha a posição defendida pelo STRUP/FECTRANS e coloca nas mãos dos trabalhadores a responsabilidade de impulsionar novas soluções que permitam manter vivo o processo negocial.

O STRUP/FECTRANS já enviou um ofício ao C.A. solicitando a marcação urgente de uma nova reunião, com o objectivo de dar continuidade às negociações.

Entre as matérias consideradas essenciais pelos trabalhadores, destacam se a valorização significativa dos salários, o reforço do subsídio de refeição, a preservação dos direitos consagrados no Acordo de Empresa (AE) e a continuidade do caminho para alcançar as 35 horas semanais.

Sobre um eventual acordo plurianual em matéria salarial, “a questão não está na forma, mas no conteúdo”, e qualquer compromisso deve salvaguardar os interesses dos trabalhadores num contexto económico imprevisível.

Reafirma-se a total disponibilidade para encontrar soluções através do diálogo, mas relembra-se que “nenhum dos direitos que temos nos foi dado”, foi sempre a luta dos trabalhadores que permitiu conquistar avanços. Também neste processo, a valorização dos salários e dos direitos dependerá da firmeza e determinação dos trabalhadores.

Leia o comunicado completo AQUI https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-rodoviario-passageiros/10511-trabalhadores-rejeitam-proposta-da-administracao

21/09/2026

CARRIS – todos ao plenário

O STRUP/FECTRANS apela a todos os trabalhadores da Carris para participarem no Plenário Geral, no dia 23 de Setembro, na estação de Santo Amaro, com dispensa a partir das 10 horas.

É necessário discutir com todos os trabalhadores e tomar, em conjunto, as decisões que se imponham, face ao estado em que se encontra o processo de negociação de 2026.

O Conselho de Administração (CA) “não respondeu, até hoje, à proposta” apresentada em 27 de Julho, que corresponde ao que os trabalhadores aprovaram em plenário, tentando levar a discussão para a retirada de direitos consagrados, como os complementos de reforma, os complementos de baixa e as anuidades.

A posição do CA é a de querer impor um acordo salarial de quatro anos, com valores que “no actual contexto, resultariam em perdas para os trabalhadores”.

A participação em força no plenário dos trabalhadores do tráfego, das oficinas e dos serviços administrativos reforçará a unidade na acção, e a mobilização será decisiva para melhorar os salários, defender os direitos, garantir a valorização das carreiras e conquistar as 35 horas semanais.

Leia o comunicado completo AQUI https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-rodoviario-passageiros/10510-carris-todos-ao-plenario

19/09/2026

Plenário geral dos trabalhadores da CARRIS

As organizações sindicais da CARRIS convocaram um plenário geral de trabalhadores da empresa para o próximo dia 23 de Setembro, na estação de Santo Amaro, a partir das 11 horas.

Este plenário visa analisar o resultado da reunião com a administração, a realizar no dia 21, e definir a posição a assumir face ao resultado desse encontro e à resposta às reivindicações aprovadas no último plenário.

O plenário, realizado ao abrigo da legislação laboral, implica a dispensa dos trabalhadores no período entre as 10h e as 15h, de modo a permitir a deslocação de e para as diversas estações.

Leia comunicado conjunto AQUI https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-rodoviario-passageiros/10509-plenario-geral-dos-trabalhadores-da-carris-2

19/09/2026

FRS – despedimento colectivo

A FRS Portugal, empresa de cruzeiros fluviais no rio Tejo, comunicou aos 20 trabalhadores que irá proceder a um despedimento colectivo devido ao encerramento da empresa.

A FRS Portugal integra o grupo internacional de empresas FRS ("Grupo FRS") e iniciou a sua actividade no mercado turístico local em 2021. Os responsáveis da empresa, justificam a decisão de encerrar até ao final do ano com «os prejuízos sucessivamente registados».

São vinte trabalhadores — não apenas um número — os abrangidos por esta medida. De um dia para o outro, são confrontados com a extinção dos seus postos de trabalho, o que representa um problema para 20 famílias.

O Sindicato dos Transportes Fluviais, filiado na FECTRANS, está a acompanhar o processo, procurando defender os interesses dos trabalhadores envolvidos.

Leia aqui https://fectrans.pt/index.php/informacao/sectorial/sector-fluvial-mar-e-portos/10508-frs-despedimento-colectivo

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