Samatvam Project
✺ Música que vibra no coração, corpo, mente e alma. ✺
↠ Viagens Sonoras
↠ Massagem Som indiv.
09/09/2026
Há nove meses eu não sabia nadar.
Tinha medo de entrar na água onde não tivesse pé. Estar em alto mar era uma ideia tão distante de mim que nem sequer me permitia imaginá-la.
Na semana passada passei oito dias num navio, atravessei o Mediterrâneo, conheci lugares que nunca pensei conhecer e, algures em alto mar, recebi um troféu pelo meu trabalho na música e pelo Samatvam Project.
Ainda me custa escrever esta frase.
Talvez por isso tenha demorado a partilhar estes dias. Não porque não fossem importantes. Precisamente pelo contrário.
Quis vivê-los primeiro.
Cada vez sinto menos necessidade de mostrar enquanto as coisas estão a acontecer. Não quero viver ao ritmo das redes sociais, nem transformar cada momento numa coisa para publicar. Quero estar onde estou. Quero olhar. Sentir. Ouvir. Guardar. E só depois, quando as palavras chegarem, partilhar.
E agora chegaram.
Fui até este cruzeiro a convite de uma grande amiga, Ana Miranda, para a acompanhar ao violino no lançamento do seu livro durante o Troféu Destaque em Alto Mar, organizado pela Kelly Carmona Produções.
O momento que criámos foi tão especial que fomos convidadas a repeti-lo no dia seguinte. Toquei também nos cocktails de boas-vindas e, no meio de tudo isto, fui surpreendida com este reconhecimento na área da música.
E que estranho e bonito é segurar este troféu.
Porque eu sei tudo aquilo que ele não mostra.
Não mostra os anos de trabalho. As horas de estudo. As dúvidas. As desilusões. As vezes em que achei que estava a construir sem saber exatamente onde aquilo me levaria. Nem todas as vezes em que os outros acreditaram em mim antes de eu própria conseguir fazê-lo.
Durante muito tempo há coisas que crescem como raízes. Debaixo da terra. Em silêncio. Sem provas de que estão realmente a crescer.
Até ao dia em que começam a brotar.
E talvez seja isso que este troféu representa para mim.
Não apenas a Cátia violinista.
Não apenas o Samatvam Project.
Representa uma mulher que há nove meses não sabia nadar e que, entretanto, aprendeu que muitos dos limites que carregava não eram necessariamente os limites daquilo que podia viver.
Há uma nova Cátia aqui.
Mais inteira. Mais segura. Com muito mais consciência daquilo que quer e também daquilo que já não quer. Uma Cátia que começa, finalmente, a ocupar o seu lugar sem pedir licença e sem precisar de ser perfeita para o fazer.
Estas fotografias também não são perfeitas. E ainda bem.
São pedaços verdadeiros de oito dias que me fizeram muito feliz. E prefiro guardar a verdade do momento do que tentar transformá-lo numa imagem impecável.
Obrigada, Ana, por tanto e por teres sido uma pessoa tão especial em todo este processo. 🤍
Obrigada à Kelly Carmona Produções pelo reconhecimento e por este Troféu Destaque em Alto Mar.
E obrigada às pessoas que se cruzaram comigo nestes dias e que tornaram esta experiência ainda maior. Algumas chegaram agora. Outras já estavam. E algumas, tenho a sensação, vieram para f**ar.
Regresso com um troféu nas mãos.
Mas aquilo que trouxe verdadeiramente comigo não cabe numa fotografia.
Samatvam. 🤍🌱
Estamos cada vez mais ligados.
Mas cada vez menos: em relação.
Vivemos juntos, mas cansados.
Falamos, mas sem presença.
Partilhamos espaço, mas raramente tempo verdadeiro.
A próxima edição da ORIGEM nasce dessa inquietação.
O que acontece quando duas pessoas abrandam juntas?
No dia 6 de junho, vamos explorar a harmonia através do Pilates Clássico e do Sound Healing.
Um espaço para respirar, escutar e criar relação de forma mais consciente.
Esta edição foi pensada sobretudo para ser vivida em parelha.
Entre companheiros, amigos, mães, filhos ou pessoas que se escolhem mutuamente como família.
Mas também para quem sente que este é um momento de fortalecer a relação consigo próprio.
Porque as relações não precisam de perfeição.
Precisam de espaço.
📍 YogArte, Valadares
Grupo reduzido
Inscrições em breve ✨
Há algo que aprendi com o tempo… e principalmente com o corpo.
Nem tudo o que consigo tocar faz sentido tocar.
Durante muito tempo tentei perceber o que devia tocar, o que faria mais sentido, o que as pessoas gostariam de ouvir… mas sempre que ia por aí, algo deixava de estar certo. F**ava bonito, sim. Mas vazio.
Porque para mim não chega tocar bem. Não chega cumprir.
Se não sinto o que estou a tocar, o som não passa. Não chega. Não toca.
Antes de chegar aos outros, tem de passar por mim. Tenho de o sentir no corpo, na respiração, no silêncio. Há um momento em que simplesmente sei… e é aí que tudo começa a fluir.
E é por isso que não toco tudo. Não por falta de capacidade, mas por respeito.
Pelo som. Por mim. E por quem está a ouvir.
Porque quando o som é verdadeiro, não f**a só no ouvido. F**a no corpo.
Samatvam 🌿
20/04/2026
Andas a tentar resolver tudo… na cabeça.
Mas o teu corpo continua em ruído.
Este domingo, no Porto:
🎻 O Corpo Escuta
Não é sobre pensar mais.
É sobre parar e deixar o som fazer o que a mente não consegue.
Porque há coisas que só o corpo consegue reorganizar… quando lhe dás espaço.
E quando isso não acontece, ele continua (em silêncio) a dar sinais. Tantas vezes pequenos e quase imperceptíveis.
Não é sobre esperar pelo desconforto.
É sobre escutar antes disso!
Porque quando o som encontra espaço,
o corpo não precisa de “gritar”.
26 Abril ·
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