PSD Tomar

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Partido Social Democrata de Tomar.

08/10/2026

🗣 Artigo de opinião de Zélia Alves, Deputada Municipal do PSD Tomar

CNA não é apenas uma sigla

O CNA (Colégio Nuno Alvares) foi fundado em 1932, na cidade de Tomar. Foi tido como um dos mais prestigiados e frequentados estabelecimentos de ensino particular de Portugal, à época.
Os Colégios Nun'Álvares de Tomar, Masculino e Feminino, foram pioneiros na internacionalização e globalização, recebendo ao longo de mais de 53 anos, milhares de alunos, de todo o mundo.
O seu prestígio, encontra-se espelhado em toda a sociedade portuguesa e no estrangeiro, havendo figuras de destaque em, praticamente, todos os sectores da vida pública, desde o político ao militar, passando pelo jurídico, artístico, cultural e científico.
Este enquadramento histórico, serve para contextualizar, a tomada de decisão de criar um CNA (Centro de Negócios e Aceleração), num espaço emblemático, e que, por demasiado tempo, esteve numa qualquer gaveta, à espera da coragem política, para impulsionar o que se revelava, uma necessidade de “...promoção do desenvolvimento económico, da inovação e do empreendedorismo...”
Um Centro de Negócios passa por conseguir identificar as mais valias que, pode representar, para um negócio e uma das principais vantagens, é a flexibilidade, para empresas mais jovens ou empreendedores iniciantes.
O CNA de Tomar, oferece termos flexíveis, inclusivamente, com modelos mais acessíveis, como por exemplo, os planos de coworking, ou a sediação virtual, que têm preços mais reduzidos.
Por isso, o CNA não pode ser visto apenas como mais uma infraestrutura ou como uma simples sigla. É, acima de tudo, uma oportunidade para devolver vida e propósito a um espaço com uma história marcante, colocando-o ao serviço do presente e, sobretudo, do futuro de Tomar.
Se o antigo Colégio Nuno Álvares foi, durante décadas, um lugar de formação, de conhecimento e de encontro de pessoas vindas de diferentes partes do país e do mundo, o novo CNA pode assumir uma nova missão: ser um lugar de criação, de inovação, de empreendedorismo e de oportunidades.
Mais do que ocupar um espaço, importa criar um verdadeiro motor de desenvolvimento para Tomar, capaz de aproximar empresas, empreendedores, conhecimento e talento, criando condições para que novas ideias se transformem em projetos, negócios e emprego. Um território desenvolve-se quando consegue criar oportunidades para quem cá vive, mas também quando consegue atrair quem procura um lugar onde possa investir, trabalhar e construir o seu futuro.
É neste sentido que a retenção de talento ganha uma importância decisiva. Cada profissional que permanece, cada empresa que se instala, cada projeto que nasce e cada jovem que encontra em Tomar uma oportunidade para ficar representam mais do que um sucesso individual: representam um contributo para a dinamização económica e social do concelho.
O CNA não é, portanto, apenas uma sigla. Pode ser uma peça importante na construção de um Tomar mais empreendedor, mais inovador e mais capaz de criar o seu próprio futuro. O verdadeiro sucesso deste projeto medir-se-á pelas empresas que ajudar a nascer, pelos projetos que fizer crescer, pelo talento que conseguir fixar e, sobretudo, pelo contributo que der para o desenvolvimento sustentável de Tomar.

02/10/2026

Plenário da Assembleia de Secção do PSD de Tomar
📅 9 outubro, 20h30

01/10/2026

🗣 Artigo de opinião de José Ferreira, Secretário da CPS do PSD de Tomar

DURA LEX SED LEX

A lei é dura, mas é a lei
Há alguns anos, foi escrito e publicado um artigo de opinião com um título que procurava chamar a atenção para uma questão concreta relacionada com as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) em Tomar, “Dura Lex Sed Lex — A lei é dura, mas é a lei”. O texto questionava o modelo então existente, sobretudo pela forma como as AEC se articulavam com a componente letiva e pelo impacto que essa organização podia ter na liberdade de escolha das famílias, numa resposta que, por natureza, é facultativa.
Passados alguns anos, é interessante recuperar aquele título. Não para revisitar discussões do passado, nem para procurar vencedores ou vencidos, mas porque Tomar apresenta agora um novo modelo de AEC e de Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF), assente numa lógica diferente e que procura responder de forma mais adequada às necessidades das crianças, das famílias e das escolas.
Durante os anos anteriores, o modelo adotado em Tomar colocava as AEC de forma intercalada com a componente letiva, ficando, de certa forma, “ensanduichada” no decorrer do horário escolar. Esta organização, para além de poder condicionar, na prática, a liberdade de opção das famílias, levantava também questões do ponto de vista pedagógico, ao introduzir atividades de natureza facultativa no próprio período destinado à componente letiva. A situação tornava-se ainda mais difícil de compreender quando uma possibilidade prevista na legislação como exceção à regra passava, na prática, a constituir a forma habitual de organização das atividades. Ou seja, a exceção acabava transformada em regra.
É precisamente neste ponto que o novo modelo representa uma mudança importante. A partir do ano letivo 2026/2027, as AEC passam a realizar-se após a componente letiva e depois das 15h00, estabelecendo uma separação mais clara entre o tempo destinado às aprendizagens curriculares e o tempo destinado a outras experiências e oportunidades de enriquecimento. Esta alteração não é apenas uma mudança de horário. É, sobretudo, uma mudança na forma de olhar para aquilo que deve ser uma atividade de enriquecimento.
Uma oferta pública de qualidade deve ser capaz de proporcionar novas oportunidades às crianças, dentro e fora da escola, sem retirar às famílias a possibilidade de decidir quais as respostas que melhor se adequam às suas necessidades, aos seus ritmos e às suas opções. As AEC continuam, por isso, a assumir o seu carácter facultativo. O Município e as escolas disponibilizam uma oferta diversificada, mas a decisão de participação continua a pertencer às famílias. E esta é uma distinção importante. Disponibilizar uma oportunidade não significa impor uma escolha.
Mas a mudança não está apenas no horário ou na organização. Está também na própria conceção do modelo. Em vez de seguir uma lógica clássica, organizada essencialmente em torno de disciplinas ou atividades isoladas, o novo modelo será orientado numa lógica de projeto, abandonando o modelo tradicional de disciplina. As cinco áreas propostas são a Ativa +, Cria +, Tech +, Cidadania + e Explora +, que cruzam diferentes saberes e competências, através de experiências ligadas à atividade física, às artes e à cultura, à tecnologia e à inovação, à cidadania, ao empreendedorismo e às atividades ao ar livre. A esta oferta junta-se ainda a Academia do Brincar, uma proposta complementar de 30 minutos, também de participação facultativa.
A lógica de projeto permite que uma mesma atividade possa envolver diferentes áreas, colocando as crianças perante desafios, problemas e experiências concretas. Sempre com o acompanhamento do mesmo mentor, numa lógica de orientação, continuidade e construção participativa, em que as crianças são chamadas a contribuir, experimentar, tomar decisões e construir os próprios projetos. O mentor assume, assim, um papel de acompanhamento ao longo do processo, orientando as crianças na descoberta, na criação e na concretização das suas ideias. Esta abordagem permite cruzar conhecimentos, desenvolver competências e, sobretudo, dar às crianças um papel mais ativo naquilo que fazem e constroem.
Mais do que aprender uma determinada matéria de forma isolada, procura-se criar oportunidades para experimentar, criar, imaginar, colaborar, resolver problemas e descobrir. Porque enriquecer não significa simplesmente acrescentar mais uma disciplina ao horário. Significa proporcionar novas experiências e novas formas de aprender.
Também no pré-escolar esta preocupação está presente. O novo modelo de AAAF assume uma dimensão mais lúdica, pedagógica, artística, física e de exploração do meio, através das áreas Mini Ativa +, Mini Cria + e Mini Academia do Brincar, procurando responder de forma adequada à idade e às características das crianças. A articulação com as respostas de ATL, com as associações de pais e com outros parceiros permite ainda pensar estas respostas de forma mais integrada e próxima das necessidades das famílias.
De salientar que este novo modelo foi construído em conjunto e não resulta de uma construção isolada. A sua definição assenta em três estruturas fundamentais, o Município, os dois Agrupamentos de Escolas e a entidade parceira responsável pela implementação. Cada uma destas estruturas traz conhecimento e experiência diferentes. O Município, enquanto responsável pela definição e acompanhamento da política educativa local, os Agrupamentos, pelo conhecimento direto das suas escolas, das crianças, dos profissionais e das suas comunidades educativas e a entidade parceira, pela experiência na implementação e dinamização deste tipo de respostas. É desta articulação, deste cruzamento de experiências e deste trabalho conjunto que pode nascer um modelo mais próximo da realidade e mais capaz de responder aos desafios atuais.
Naturalmente, nenhum modelo nasce perfeito. Um projeto educativo deve ser acompanhado, avaliado e, quando necessário, ajustado. Será importante ir auscultando as escolas, os profissionais e as famílias, percebendo aquilo que funciona bem e aquilo que pode ser melhorado. Mudar um modelo não significa dizer que tudo o que existia anteriormente estava errado. Significa, sim, reconhecer que as respostas educativas devem acompanhar a evolução das necessidades das crianças, das famílias e das próprias comunidades.
E é precisamente por isso que, anos depois, faz sentido recuperar o título Dura Lex Sed Lex. A lei deve ser respeitada. As regras existem e devem ser cumpridas. Mas cumprir a lei não significa, também, ficar preso a modelos que podem ser melhorados. Dentro da lei existe espaço para escolher, para inovar e para fazer diferente.
O novo modelo de AEC e AAAF que agora se inicia em Tomar procura precisamente isso. Separar de forma mais clara a componente letiva das atividades de enriquecimento, respeitar a natureza facultativa das AEC, diversificar as experiências proporcionadas às crianças e substituir uma lógica mais disciplinar por uma abordagem orientada para projetos, experiências e competências.
É uma mudança que coloca a criança no centro e que procura dar às famílias maior liberdade de escolha. Uma mudança que não pretende apenas reorganizar horários, mas repensar o próprio significado de enriquecer a experiência educativa.

A lei deve ser cumprida.
Mas, dentro da lei, há sempre espaço para fazer melhor.

28/09/2026

🟠 𝗦𝗼𝗺𝗼𝘀 𝗦𝗼𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀-𝗗𝗲𝗺𝗼𝗰𝗿𝗮𝘁𝗮𝘀?

Com o Deputado Gonçalo Capitão

📅 10 outubro | 17h30
Salão Nobre da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais

25/09/2026

🗣 Artigo de opinião de Luís Francisco, Deputado Municipal pelo PSD de Tomar

Os próximos dez anos de Tomar não podem ser iguais aos últimos dez

Não há futuro sem memória. Quando olhamos para Tomar, temos de ser capazes de fazer um exercício de avaliação: perceber o que foi feito na última década, reconhecer o que correu bem, identificar o que ficou por fazer e, sobretudo, perguntar se o caminho percorrido nos prepara para os desafios que temos pela frente.
Entre 2015 e 2025, Tomar viveu um período de continuidade administrativa. Houve obras, investimento, projetos concretizados e uma aposta importante na cultura e no turismo. Tudo isso deve ser reconhecido. Mas levanta-se uma pergunta simples: qual foi a transformação estrutural de Tomar na última década?
Num país que enfrenta desafios demográficos e num contexto difícil para os municípios do interior, o sucesso de um concelho tem de ser medido também pela sua capacidade de criar futuro. Tomar está a conseguir fixar os seus jovens? Está a atrair famílias? Está a criar emprego qualificado? Está a captar investimento? Está a oferecer habitação compatível com os rendimentos de quem aqui trabalha? Está a competir e a afirmar-se perante concelhos como Leiria, Santarém, Torres Novas, Entroncamento ou Abrantes?
Daqui a dez anos, não queremos apenas uma Tomar mais bonita e com mais equipamentos. Queremos uma Tomar com mais jovens, mais famílias, mais empresas, mais emprego e maior capacidade de criar oportunidades.
Os tomarenses escolheram uma mudança de ciclo em 2025. Essa mudança não significa apagar o passado, nem interromper tudo o que foi iniciado. Há compromissos que devem ser cumpridos e projetos que devem continuar.
Mas mudar implica mudar prioridades, acelerar a execução e ter uma visão clara para o desenvolvimento do concelho.
Os primeiros meses deste novo ciclo apontam nesse sentido, com uma administração municipal mais orientada para a execução e para os resultados. O Orçamento Municipal para 2026 e a criação de um Portal da Transparência são instrumentos importantes nesta nova fase. A transparência da governação ganha verdadeiro significado se permitir aos cidadãos saber o que foi prometido, o que foi feito, quanto custou e quais os resultados alcançados.
Tomar precisa de deixar de pensar apenas em ciclos eleitorais. Precisa de pensar em ciclos de desenvolvimento.
Importa criar condições para que um jovem formado possa escolher ficar em Tomar. Importa aumentar a oferta de habitação, reabilitar imóveis devolutos, reforçar a habitação municipal e criar mecanismos que ajudem jovens e famílias a permanecer no concelho.
Importa também compreender que preservar o Centro Histórico não pode limitar-se a conservar edifícios. Um centro histórico que perde habitantes pode preservar o seu património, mas perde a sua alma. O Centro Histórico precisa de residentes, comércio, estudantes, empresas e vida.
Tomar tem também de ir além da aposta no turismo. Tem de diversificar a sua economia e aumentar a capacidade de criar emprego qualificado. Indústria, tecnologia, serviços especializados, economia digital, agroalimentar, economia verde, logística e turismo de maior valor acrescentado devem fazer parte de uma estratégia de desenvolvimento.
A Câmara Municipal tem de assumir um papel mais ativo na captação de investimento: identificar terrenos e áreas empresariais disponíveis, simplificar procedimentos, acelerar licenciamentos e, sobretudo, procurar e acompanhar investidores.
No turismo, o desafio está em transformar os extraordinários ativos que Tomar possui — o Convento de Cristo, o Castelo, o património templário, a Festa dos Tabuleiros, os rios Nabão e Zêzere, a cultura, o desporto, a gastronomia, a identidade e a capacidade das suas gentes — numa verdadeira vantagem competitiva, capaz de gerar mais visitantes, mais investimento, mais emprego e mais riqueza local.
Mas não basta ter ativos. É preciso criar as condições para os transformar em desenvolvimento.
A mobilidade é uma dessas condições e não pode continuar a ser pensada de forma fragmentada. Transportes públicos, estacionamento, circulação no centro da cidade, mobilidade pedonal e ciclável, ferrovia, ligação às freguesias e articulação com os concelhos vizinhos devem integrar uma estratégia única.
Tomar não existe isoladamente. A nossa localização pode ser uma vantagem se soubermos trabalhar à escala regional. A ligação aos concelhos vizinhos e a capacidade de construir estratégias comuns serão cada vez mais importantes para captar investimento, melhorar a mobilidade e reforçar a competitividade do território.
O desenvolvimento do concelho deve ser integrado, valorizando as suas diversas freguesias. Há problemas concretos que exigem respostas concretas: rede viária, transportes, saneamento, conectividade digital, envelhecimento, proteção civil e apoio ao movimento associativo.
Também a ocorrência de fenómenos climáticos extremos obriga a preparar o território para lhes fazer frente e defender pessoas e bens. Incêndios, cheias, tempestades e ondas de calor exigem prevenção, planeamento e capacidade de resposta.
Ao PSD cabe hoje a responsabilidade de implementar um novo modelo de desenvolvimento para Tomar. E essa responsabilidade mede-se pelos resultados. Daqui a quatro anos, os tomarenses avaliarão o que foi feito: a capacidade de executar, de concretizar compromissos e de transformar prioridades em resultados.
Daqui a dez anos, queremos olhar para trás e poder dizer que Tomar mudou estruturalmente. Que conseguimos criar oportunidades para os jovens, atrair investimento, gerar emprego qualificado, aumentar a oferta de habitação, revitalizar o Centro Histórico, valorizar as freguesias, melhorar a mobilidade e transformar os nossos ativos numa verdadeira fonte de desenvolvimento.
Governar hoje implica ter os olhos postos nesse futuro e ir além dos ciclos eleitorais.
Os próximos dez anos não se constroem daqui a dez anos. Constroem-se agora. Tomar não precisa apenas de preservar aquilo que é. Precisa de ter a ambição de se tornar aquilo que pode ser.

22/09/2026

SAVE THE DATE

Um ano de mandato autárquico
Jantar com autarcas, militantes e simpatizantes

7 novembro 2026, 19h30

20/09/2026

🗣 Artigo de opinião de Carla Joaquim, Deputada Municipal pelo PSD Tomar

Festa Templária: quando a mudança se transforma em oportunidade
As decisões políticas nem sempre são fáceis. Muitas vezes, são precisamente aquelas que geram mais discussão e crítica no momento em que são tomadas que acabam por abrir espaço para novas oportunidades.
A edição deste ano da Festa Templária é um bom exemplo disso.
O encerramento do antigo parque de autocaravanas não surgiu de uma decisão isolada ou sem contexto. A passagem da tempestade Kristin (28 de janeiro de 2026) provocou danos significativos no concelho e obrigou o Município a redefinir prioridades. Ao mesmo tempo, a localização daquele espaço, numa zona sujeita a risco de cheia, levantava também questões de segurança e de enquadramento ambiental que não podiam ser ignoradas. A própria Agência Portuguesa do Ambiente estabelece um enquadramento específico para os terrenos abrangidos pelo leito das águas e pelas condições de cheia.
Perante esta realidade, foi necessário tomar uma decisão difícil. Mas daquele constrangimento nasceu uma nova oportunidade para a cidade: um novo parque urbano, pensado para servir as famílias, promover o lazer, acolher iniciativas culturais e devolver aquele espaço à cidade.
Foi nesse novo espaço que se realizou este ano o Congresso da Sopa e a Festa Templária. Esta com uma organização diferente e uma nova identidade, com uma aposta no tema “1160 – A Fundação do Castelo”, a reorganização do recinto e uma programação mais dinâmica contribuíram para uma experiência diferente, reconhecida positivamente por visitantes, associações e pela comunidade.
Também a decisão de introduzir uma entrada paga através de pulseira foi alvo de críticas antes do evento. Mas os resultados permitem hoje fazer uma avaliação diferente: as pulseiras esgotaram, a adesão foi significativa e o evento conseguiu manter o forte envolvimento da comunidade tomarense, das coletividades e dos voluntários, ao mesmo tempo que trouxe milhares de visitantes ao concelho.
E há um aspeto que não pode ser ignorado: o impacto económico. A elevada ocupação hoteleira e o movimento sentido no comércio e na restauração demonstram que um evento desta dimensão pode ser muito mais do que alguns dias de animação. Pode ser uma ferramenta de promoção turística, de dinamização económica e de valorização do território.
É esta, na minha opinião, a principal aprendizagem que devemos retirar da Festa Templária.
Os eventos municipais devem continuar a valorizar a nossa história e as nossas tradições, mas devem também ser pensados como instrumentos de desenvolvimento. Devem gerar retorno para o concelho, apoiar as associações, atrair visitantes e criar valor para quem vive e trabalha em Tomar.
Isto não significa desvalorizar o trabalho realizado no passado. Pelo contrário. Os eventos que hoje temos foram construídos por muitas pessoas ao longo dos anos e é justo reconhecer esse mérito. Mas tradição não significa imobilismo. É possível respeitar aquilo que foi feito e, simultaneamente, procurar novas formas de fazer melhor.
A Festa Templária mostrou que essa evolução é possível.
Naturalmente, não significa que tudo tenha sido perfeito. Qualquer evento desta dimensão deve ser avaliado, identificando o que funcionou e aquilo que pode ser melhorado. É assim que se constrói um evento cada vez mais forte.
E acredito que a Festa Templária já atingiu uma dimensão que justifica que se afirme como um evento anual, devidamente articulado com a Festa dos Tabuleiros. São eventos diferentes, com identidades próprias, mas que podem ser complementares e contribuir conjuntamente para afirmar Tomar enquanto destino turístico e cultural.
Tomar tem uma história extraordinária. Temos património, cultura, identidade e uma comunidade com capacidade para fazer acontecer.
O desafio está em transformar tudo isso em desenvolvimento.
Porque preservar a nossa história é fundamental. Mas conseguir transformar essa história em turismo, cultura, atividade económica e qualidade de vida para quem cá vive será sempre uma das melhores formas de preparar o futuro de Tomar.

17/09/2026

📣 𝗗𝗶𝘀𝘁𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮𝗿é𝗺 à 𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮 𝗲𝘀𝘁á 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼!

Depois do período de férias, retomamos já este mês esta iniciativa promovida pelo PSD Distrital de Santarém, com um novo encontro de proximidade com as nossas bases e autarcas.

Na sexta-feira, 18 de setembro, em Mação, teremos connosco o companheiro Manuel Castro Almeida, num momento de conversa e debate sobre os desafios do nosso distrito e do nosso país.

A iniciativa “Distrito de Santarém à Conversa” é proximidade, participação e ligação ao território. Um ciclo de debates que irá percorrer todo o distrito, levando o PSD ao encontro dos seus militantes, autarcas e apoiantes, ouvindo quem está no terreno e construindo em conjunto o futuro do nosso distrito.

📅 18 de setembro | 21h00
📍 Centro Cultural Elvino Pereira — Mação
🟠 Convidado: Manuel Castro Almeida

02/09/2026

🗣 Artigo de opinião de Vera Bártolo, Vogal da CPS do PSD Tomar

Mudar com Estratégia

Falar de estado do concelho passa obrigatoriamente pelo estado das suas instituições e o pleno funcionamento da Câmara Municipal de Tomar (CMT) é pilar fundamental para um bom desenvolvimento do Concelho. Uma instituição como a CMT tem de operar com estratégia, processos e sobretudo pessoas, os verdadeiros motores que fazem acontecer diariamente.
Uma liderança eficaz e uma gestão transparente são os vetores que como cidadãos mais facilmente apelamos, mas poderá isto ser feito sem uma boa gestão de recursos humanos?
A reorganização orgânica e administrativa encetada pelo novo executivo vai muito além de uma nova estrutura de departamentos e de mapa de pessoal, passa sobretudo pela valorização das pessoas que compõem esse mapa e departamentos. Compreender o que cada um faz, porque o faz, se se sente confortável nas suas funções e no caso de não estar a que se deve (falta de formação, problemas ergonómicos, ambiente de trabalho). E assim, tentar dar resposta adequada, gerando melhores condições físicas e psicológicas para o trabalho de cada um, conceder melhor formação e colocar cada recurso onde ele se sente mais capaz e valioso. Porque um funcionário dotado de competência e autonomia produz mais e melhor e valoriza os resultados do seu departamento, não só de uma perspetiva mecanicista, mas também com impacto na opinião pública e no servir dos munícipes.
Recrutar com critério e as escolhas de recrutamento refletirem missão, valores e visão da instituição, num esforço combinado para acrescentar valor a cada departamento é também essencial à celeridade e eficiência de processos.
E é esta revolução de liderança de recursos humanos que se tem verificado nos últimos meses. Esta preocupação vem também acompanhada de proporcionar aos trabalhadores boas condições a nível tecnológico, o que favorece as tarefas diárias, mas favorece sobretudo o utilizador final, o munícipe, que vê os seus processos aconteceram com mais rapidez e vê acontecimentos simples do dia-a-dia, da vivência em sociedade, a serem resolvidos, porque já não são precisos mil papéis e outras tantas assinaturas para que pequenas situações encontrem resolução.
O caminho está ainda a ser feito e há, naturalmente, ainda coisas por melhorar. Mas é importante reconhecer quando uma instituição começa a mudar por dentro e essa mudança começa a sentir-se por fora. Os números do Urbanismo são apenas um exemplo de uma transformação que deve ser avaliada não apenas pela redução dos tempos de resposta, mas sobretudo pela confiança que devolve aos cidadãos. Entre janeiro e abril de 2026, a taxa de deferimento dos processos atingiu 88%; entre janeiro e junho foram analisados, em média, 184 novos requerimentos por mês e resolvidos 863 requerimentos antigos. São números que mostram trabalho, mas que, acima de tudo, representam pessoas que deixaram de esperar, projetos que avançaram e problemas que começaram finalmente a encontrar resposta.
É esta a verdadeira dimensão de uma Câmara Municipal não ser apenas uma estrutura administrativa, mas uma instituição ao serviço de quem vive, trabalha e investe no concelho. Quando se valorizam os trabalhadores, se simplificam processos, se aposta na tecnologia e se exige uma liderança com estratégia e responsabilidade, ganha a instituição, mas ganha sobretudo Tomar. Porque uma Câmara que funciona melhor não é apenas uma boa notícia para a administração municipal, é também sinónimo de melhor qualidade de vida para todos os tomarenses.

26/07/2026

O Partido Social Democrata de Tomar manifesta o seu pesar pelo falecimento de António Lourenço dos Santos.

Ao longo da sua vida pública, destacou-se pelo seu serviço ao país e à comunidade, tendo exercido funções como Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação no XV Governo Constitucional.

Mais recentemente, como Deputado da Assembleia Municipal de Tomar no último mandato autárquico (2021-2025), onde teve um papel fundamental na defesa dos Tomarenses e das suas necessidades.

Neste momento de tristeza, o PSD de Tomar endereça à sua família e amigos as mais sentidas condolências, reconhecendo o seu percurso e contributo.

Muito obrigado António Lourenço dos Santos!

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